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Slow drawing: as relações do desenho de observação transcendental no contexto do mundo pós-moderno

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Este estudo investiga as relações entre o desenho e a meditação, duas disciplinas que buscam uma presença e tomada de consciência. Os primeiros resultados deste trabalho sugerem que, assim como na ideia de slow food ou slow looking, a noção de slow drawing ou desenho lento é uma prática que contribui para um modo de vida sustentável. Esta prática de observação activa requer uma consciência para viver o tempo presente num contexto de um mundo onde cada vez mais a ideia de tempo-espaço é reduzida e distorcida (Harvey). Assim, o próprio acto de desenhar um modelo vincula-se à ideia de mantra, ao qual o desenhador volta repetidamente a sua atenção. Artistas como Cézanne, Matisse, Kandinsky e Pape ressaltam a importância de um olhar meditativo no acto de criar. Reflecte-se sobre autores que abordam os conceitos de experiência e sentir (Dewey, Perniola), duração e percepção (Bergson), relacionando-os com o desenho (Molina, Tavares), meditação transcendental e espiritualidade (Mahesh Yogi, Patanjali).

Descrição

Palavras-chave

Desenho Observação Meditação Contemplação Pós-modernismo Espiritualidade Congressos - Actas

Contexto Educativo

Citação

In: III Colóquio Expressão Múltipla : teoria e prática do Desenho. - Lisboa, 2020, p. 114-124

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Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes

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