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O perpĂ©tuo presente : heterotopias glocais na arte contemporĂȘnea

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Resumo(s)

A mecanização da vida e o fetichismo da mercadoria, inerentes Ă  condição urbana desde a modernidade, conduzem a uma destruição da experiĂȘncia. Se os artistas contemporĂąneos conscientes desse sintoma aglutinam e reflectem nas obras a praxis sĂłcio-cultural, acabam por subvertĂȘ-la por uma produção espacial e temporal autĂłnoma. Salvaguardando o aqui e agora da experiĂȘncia, os objectos artĂ­sticos sĂŁo irredutĂ­veis Ă  transparĂȘncia cognitiva proclamada pelo bio-poder, ao evidenciarem a sua qualidade matĂ©rica, que os coloca entre o visĂ­vel e o invisĂ­vel, a determinação espacial e a sua dissolução, sendo pela iminĂȘncia do colapso que as obras comparecem no presente, a ser indefinidamente perpetuado pelo devir da matĂ©ria. A anti-monumentalidade e o carĂĄcter portĂĄtil dos objectos artĂ­sticos confere-lhes a qualidade de espaços sem espaço, ao carecerem de uma topografia definitiva e estĂĄvel que demarque o seu carĂĄcter inevitavelmente provisĂłrio. Rigorosamente inqualificĂĄveis e sempre exilados em termos geo-polĂ­ticos, os espaços sem espaço e os lugares sem lugar da arte contemporĂąnea firmam a atopia, que garante ao presente uma condição glocal, pela qualidade monĂĄdica adquirida por objectos, a um tempo, integrados mas autĂłnomos do contexto geogrĂĄfico e social. Do mesmo modo que a deslocação do significado para os receptores mantĂ©m a condição matĂ©rica dos objectos artĂ­sticos, o pendor anunciativo da comunidade heterotĂłpica manifesta uma entrega aos desĂ­gnios de um presente que obstrui as sĂ­nteses cognitivas e, por acrĂ©scimo, a noção de totalidade subjectiva ou social. A condição indecidĂ­vel das heterotopias corresponde, em termos sĂłcio-polĂ­ticos, a uma comunidade sempre retardada porque realizada no perpĂ©tuo presente.
The mechanization of life and the fetishism of commodities, inherent to the urbancondition since the modernity, conducts to the destruction of experience. If the conscientiousartists of that symptom absorb and reflect in artworks the socio-cultural praxis, they end up bysubverting it through the production of a spatial and temporal autonomy. Safeguarding the «hereand now» of experience, the artistic objects are irreducible to the cognitive transparencyproclaimed by the bio-power, by showing their quality of matter which places them between the visible and the invisible, the spatial determination and its dissolution, being the imminence of itscollapse that the artworks appear in the present, to be indefinitely perpetuated by the becoming ofmatter. The anti-monumentality and the portable character of artistic objects confer them thequality of spaces without space, by the lack of a definitive and stable topography that demarcatesits inevitably provisional character. Rigorously unqualifiable and always exiled in geo-political visible and the invisible, the spatial determination and its dissolution, being the imminence of itscollapse that the artworks appear in the present, to be indefinitely perpetuated by the becoming ofmatter. The anti-monumentality and the portable character of artistic objects confer them thequality of spaces without space, by the lack of a definitive and stable topography that demarcatesits inevitably provisional character. Rigorously unqualifiable and always exiled in geo-political.

Descrição

Tese de doutoramento, Belas-Artes ( Arte PĂșblica), 2009, Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes

Palavras-chave

Arte contemporùnea Distopia Presença Contra-presença Neutralidade Teses de doutoramento

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