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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Background: Myocardial deformation assessment provides incremental diagnostic and prognostic value in various cardiovascular diseases. Feature tracking (FT) imaging has recently been proven as a reliable method to measure myocardial deformation from cardiac magnetic resonance (CMR).
Aims: To investigate the diagnostic and prognostic value of CMR-FT deformation imaging in patients with hypertrophic cardiomyopathy (HCM).
Methods and results: A total of 57 patients (pts) with HCM were consecutively and longitudinally studied genetically and clinically, including CMR. LV deformation analysis was retrospectively conducted using FT, comprising global peak systolic longitudinal (Ell), circumferential (Ecc) and radial (Err) strain. Ell, Ecc and Err strain were -13.7±4.8%,-16.6±5.2% and 32.5±12.8%, respectively. Fourteen patients (24.5%) had reduced Ell, 14 pts (24.5%) reduced Ecc and 17 pts (29.8%) reduced Err. Ell, Ecc and Err were significantly correlated with imaging markers of disease severity. Regional basal circumferential and radial strain showed a significant correlation with the ESC (European Society of Cardiology) HCM Risk-SCD score (r=0.34 and r=-0.32, respectively) (all p<0.05). Pts with non-sustained ventricular tachycardia (NSVT) showed worse basal and mid-ventricular circumferential (-14.4±4.7 vs -17.9±4.1% and -14.4±6.0 vs -19.2±5.1%, respectively) and radial (26.7±11.3 vs 35.3±12.4% and 23.6±12.5 vs 35.8±13.8%, respectively) strain (all p<0.05). A basal circumferential strain of -14.4% had a sensitivity of 0.75 and specificity of 0.81 to predict the presence of NSVT (AUC 0.745, p=0.013). Atrial fibrillation was more prevalent in pts with reduced Ell (27.3% vs 3.1%, p=0.017). The presence of late gadolinium enhancement was associated with reduced Ecc (92.9% vs 64.1%, p=0.04). The presence of a sarcomere gene mutation was associated with worse Ell (-12.2±5.6 vs -15.0±4.0%), Ecc (-13.3±4.4 vs -18.2±4.7%) and Err (23.9±9.4 vs 36.5±13.6%) (all p<0.05).
Conclusions: Assessment of strain with CMT-FT is feasible and provides incremental diagnostic value. Additionally, worse deformation as assessed with CMR was associated with: a) imaging markers of disease severity; b) clinically relevant arrhythmic end-points; c) HCM Risk-SCD score; d) presence of sarcomere gene mutations.
Fundamento: A avaliação da deformação do miocárdio tem valor diagnóstico e prognóstico adicional em várias doenças cardiovasculares. Recentemente, a técnica de Feature Tracking (FT) Imaging provou ser um método fiável para a avaliação da deformação miocárdica com ressonância magnética cardíaca (RMC). Objectivo: Investigar o valor diagnóstico e prognóstico da avaliação de deformação por RMC-FT em doentes com miocardiopatia hipertrófica (MCH). Métodos e Resultados: 57 doentes (dts) com MCH foram avaliados genética e clinicamente, incluindo RMC. Retrospectivamente foi realizado FT para avaliação da deformação do VE, incluindo global peak systolic strain longitudinal (Ell), circunferencial (Ecc) e radial (Err). O Ell, Ecc, Err foram -13,7±4,8%, -16,6±5,2% e 32,5±12,8%, respectivamente. Catorze dts (24,5%) apresentavam Ell diminuído, 14 dts (24,5%) Ecc diminuído e 17 dts (29,8%) Err diminuído. Ell, Ecc e Err correlacionaram-se significativamente com parâmetros imagiológicos de gravidade da doença. O strain regional basal circunferencial e radial mostraram uma correlação significativa com o score de risco de morte súbita cardíaca (MSC) das guidelines ESC (European Society of Cardiology) (r=0,34 e r=-0,32, respectivamente) (ambos p<0,05). Dts com taquicardia ventricular não mantida (TVNM) mostraram pior strain basal e médio circunferencial (-14,4±4,7 vs -17,9±4,1% e -14,4±6,0 vs -19,2±5,1%, respectivamente) e radial (26,7±11,3 vs 35,3±12,4% e 23,6±12,5 vs 35,8±13,8%, respectivamente) (todos p<0,05). Um valor de cut-off de -14,4% para o strain basal circunferencial apresentava uma sensibilidade de 0,75 e uma especificidade de 0,81 para prever TVNM (AUC 0,745, p=0,013). A prevalência de fibrilhação auricular era superior em dts com Ell diminuído (27,3% vs 3,1%, p=0,017). A presença de realce tardio associou-se a menor Ecc (92,9% vs 64,1%, p=0,04). A presença de mutação em gene sarcomérico estava associada com pior Ell (-12,2±5,6 vs -15,0±4,0%), Ecc (-13,3±4,4 vs -18,2±4,7%) e Err (23,9±9,4 vs 36,5±13,6%) (p<0,05). Conclusões: A avaliação de strain com CMR-FT é viável e tem valor diagnóstico adicional. A redução da deformação miocárdica associa-se com: a) marcadores imagiológicos de gravidade da doença, b) end-points arrítmicos clinicamente relevantes, c) score de risco de MSC, d) presença de mutações de genes sarcoméricos.
Fundamento: A avaliação da deformação do miocárdio tem valor diagnóstico e prognóstico adicional em várias doenças cardiovasculares. Recentemente, a técnica de Feature Tracking (FT) Imaging provou ser um método fiável para a avaliação da deformação miocárdica com ressonância magnética cardíaca (RMC). Objectivo: Investigar o valor diagnóstico e prognóstico da avaliação de deformação por RMC-FT em doentes com miocardiopatia hipertrófica (MCH). Métodos e Resultados: 57 doentes (dts) com MCH foram avaliados genética e clinicamente, incluindo RMC. Retrospectivamente foi realizado FT para avaliação da deformação do VE, incluindo global peak systolic strain longitudinal (Ell), circunferencial (Ecc) e radial (Err). O Ell, Ecc, Err foram -13,7±4,8%, -16,6±5,2% e 32,5±12,8%, respectivamente. Catorze dts (24,5%) apresentavam Ell diminuído, 14 dts (24,5%) Ecc diminuído e 17 dts (29,8%) Err diminuído. Ell, Ecc e Err correlacionaram-se significativamente com parâmetros imagiológicos de gravidade da doença. O strain regional basal circunferencial e radial mostraram uma correlação significativa com o score de risco de morte súbita cardíaca (MSC) das guidelines ESC (European Society of Cardiology) (r=0,34 e r=-0,32, respectivamente) (ambos p<0,05). Dts com taquicardia ventricular não mantida (TVNM) mostraram pior strain basal e médio circunferencial (-14,4±4,7 vs -17,9±4,1% e -14,4±6,0 vs -19,2±5,1%, respectivamente) e radial (26,7±11,3 vs 35,3±12,4% e 23,6±12,5 vs 35,8±13,8%, respectivamente) (todos p<0,05). Um valor de cut-off de -14,4% para o strain basal circunferencial apresentava uma sensibilidade de 0,75 e uma especificidade de 0,81 para prever TVNM (AUC 0,745, p=0,013). A prevalência de fibrilhação auricular era superior em dts com Ell diminuído (27,3% vs 3,1%, p=0,017). A presença de realce tardio associou-se a menor Ecc (92,9% vs 64,1%, p=0,04). A presença de mutação em gene sarcomérico estava associada com pior Ell (-12,2±5,6 vs -15,0±4,0%), Ecc (-13,3±4,4 vs -18,2±4,7%) e Err (23,9±9,4 vs 36,5±13,6%) (p<0,05). Conclusões: A avaliação de strain com CMR-FT é viável e tem valor diagnóstico adicional. A redução da deformação miocárdica associa-se com: a) marcadores imagiológicos de gravidade da doença, b) end-points arrítmicos clinicamente relevantes, c) score de risco de MSC, d) presença de mutações de genes sarcoméricos.
Descrição
Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2017
Palavras-chave
Miocardiopatia hipertrófica Ressonância magnética cardíaca Cardiologia
