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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A prática profissional no ensino da matemática nos 3º ciclo
do ensino básico e no ensino secundário fez-nos reflectir sobre
diversos aspectos referentes ao ensino-aprendizagem.
Para além das questões que se colocam, genericamente, ao
desempenho da profissão de professor, como as condições
materiais, sociais e institucionais inerentes ao funcionamento da
Escola e do Sistema Educativo, as inter-relações de professores,
alunos, pais e funcionários e os aspectos da educação e do ensino
em geral, considerámos outras relacionadas com o ensino de uma
disciplina especifica - a matemática.
Uma das questões fundamentais que se coloca é a do sucesso
efectivo dos alunos que depende, em larga medida, da preparação
anterior não só em termos de conhecimentos adquiridos, mas
essencialmente do nivel do desenvolvimento de capacidades e da
interiorização e consolidação de determinados raciocínios.
Do contacto que tivemos com os vários niveis de escolaridade
e com os diferentes alunos, apercebemo-nos que eram mais
importantes as divergências na forma de interpretar e encarar as
questões do que a quantidade de conhecimentos adquiridas. Em nosso entender, este facto devia-se às experiências de
ensino anteriores e reportava-se a abordagens metodológicas
distintas. Estas reflexões levaram-nos a formular a hipótese da
existência, entre os professores de matemática, de pontos de
vista e de práticas pedagógicas muito heterogéneas.
Posteriormente, a nossa experiência na formação inicial de
professores do 1º ciclo do ensino básico, na profissionalização
(formação em serviço) de professores de matemática do ensino
secundário e na condução de acções de formação continua
integradas no projecto MINERVA levou-nos a aprofundar as questões
sentidas anteriormente e a valorizar particularmente o papel do
professor.
Por outro lado, parecia-nos que qualquer curso ou módulo de
formação não se poderia limitar à demonstração de um conjunto de
processos metodológicos, mas que deveria sobretudo levar o
professor a reflectir e a consciencializar os problemas
abordados, integrando cada nova perspectiva no seu esquema
conceptual interpretativo. Com efeito, concluímos que só seria
profícuo o trabalho do formador se este conseguisse adquirir
alguma percepção (mesmo que necessariamente limitada) de algumas
perspectivas do formando face à aprendizagem, à matemática e ao
seu ensino e à prática pedagógica, entre outros aspectos.
Estas considerações constituíram uma das motivações
essenciais para centrarmos o nosso trabalha no professor.
Pretendemos, desta forma, contribuir para o conhecimento deste
interveniente essencial no processo de ensino-aprendizagem. O ensino da matemática tem sido objecto de diversos artigos de opinião e de vários trabalhos de investigação, nomeadamente no
que se refere ao insucesso dos alunos. A procura das causas deste
insucesso tem conduzido à análise de diversas componentes da
educação como os conteúdos curriculares, as estruturas cognitivas
dos alunos, o meio social, cultural e económico dos alunos ou as
estratégias e metodologias de ensino. No entanto, é inegável o
papel do professor na condução do processo de ensino-aprendizagem. (...)
Descrição
Tese de mestrado em Ciências da Educação (Análise e Organização do Ensino), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 1993
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1993 Processo educativo Matemática - Estudo e ensino Professores
