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Proton-pump inhibitors prescription in a tertiary teaching hospital internal medicine ward

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Resumo(s)

Introduction: Proton-Pump Inhibitors (PPI) are a class of drugs widely used to suppress acid production by the gastrointestinal system. Although in recent years several guidelines on PPI usage have been released, suggesting finite periods of treatment for most cases, there has been a growing rate of the amount of PPI prescription, some with no clear indication. A lack of perception of PPI’s side effects may also lead to a global overprescription of this drug class. Materials and Methods: We conducted a retrospective and descriptive study of the discharge notes of an Internal Medicine ward. The following data was gathered: inpatient identification number, age and sex, admission and discharge information (whether the patient was on PPI and which PPI; whether there was a formal indication for such prescription explicit on the discharge note and which) and data concerning adverse effects. Results: In a total of 542 patients, 47,2% were on PPI at admission and 55,4% were prescribed PPI at discharge. 48,4% at admission and 49% at discharge were on medication that could cause dyspeptic symptoms; 33,2% at admission and 28,3% at discharge had no explicit diagnose or medication that justified PPI prescription; only 8,6% at admission and 10,7% at discharge had a written diagnosis for such prescription. Conclusions: These results suggest a great volume of PPI prescription in patients admitted at the studied hospital, increasing at discharge. Except when there is a clear gastrointestinal disease, most discharge notes lack justification for PPI prescription. International guidelines point towards finite PPI treatment periods for most cases, but in no discharge note was such period defined.
Introdução: Os Inibidores da Bomba de Protões (IBP) são uma classe de fármacos utilizada para suprimir a produção ácida pelo sistema gastrointestinal. Apesar de recentemente várias recomendações para correta prescrição de IBP terem sido lançadas, estabelecendo para a maioria dos casos períodos finitos de tratamento, verifica-se uma taxa crescente da sua prescrição. A falta de perceção dos efeitos adversos dos IBP poderá também contribuir para este problema. Materiais e Métodos: Conduzimos um estudo retrospetivo e descritivo das notas de alta de uma enfermaria de medicina interna, recolhendo os seguintes dados dos doentes: identificação, sexo e idade, informação à data de entrada e alta (se medicado com IBP e qual IBP; presença de indicação formal para a sua prescrição e qual), bem como informação sobre efeitos adversos dos IBP. Resultados: Num total de 542 doentes, 47,2% estava medicado com IBP à entrada e a 55,4% foram-no à data de alta. 48,4% à entrada e 49% à alta estavam medicados com fármacos passíveis de causar dispepsia; 33,2% à entrada e 28,3% à alta não apresentavam diagnóstico ou medicação que justificasse prescrição de IBP; apenas 8,6% à entrada e 10,7% à alta apresentavam um diagnóstico explícito que justifica prescrição de IBP. Conclusões: Os resultados apontam para um elevado volume de prescrição de IBP em ambulatório, que aumenta à data da alta. Exceto na presença clara de patologia gastrointestinal, à maior parte das notas de alta falta justificação explícita para prescrição de IBP. Apesar da maioria das Guidelines internacionais apontar para um período finito de tratamento em grande parte dos casos, em nenhuma nota de alta foi explícito um prazo de tratamento com IBP.

Descrição

Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2017

Palavras-chave

Inibidores da bomba de protões Sobreprescrição Adequação da prescrição

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo