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As questões do Estado e da revolução na filosofia política de Álvaro Cunhal

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Filipe de Arede Nunes-V60-N2-2019.pdfArtigo297.24 KBAdobe PDF Ver/Abrir

Orientador(es)

Resumo(s)

Os problemas do Estado e da Revolução constituem, desde os textos fundacionais de Karl Marx e Friedrich Engels, as questões centrais do pensamento marxista. Em Portugal e no PCP, embora estes temas já tivessem sido abordados ou debatidos durantes os anos quarenta, o XX Congresso do PCUS realizado em 1956 introduziu, de forma generalizada, a discussão acerca da possibilidade de transição pacífica de uma sociedade burguesa para uma sociedade socialista. A nova leitura de teses estruturais da filosofia marxista (a que se vai opor a visão chinesa e alba- nesa) propunha um posicionamento anti- sectário e propugnava um afastamento em relação à ortodoxia e dogmatismo tradicionais do marximo-leninismo. É neste contexto que Álvaro Cunhal, no início da década de sessenta, publica um conjunto de textos onde procura conciliar a crítica ao oportunismo de direita e a condenação do dogmatismo. O objectivo consiste em confrontar as propostas interpretativas de Álvaro Cunhal da década de sessenta com os modelos ideológicos conflituantes da ortodoxia maoista e as alternativas de direita sugeridas pelos soviéticos
The problems of State and Revolution are, since the foundational writings of Karl Marx and Friedrich Engels, the central questions of Marxism. In Portugal and to the PCP, although those subjects had already been debated during the forties, the XX Congress of the CPSU held in 1956 introduced, in a general way, the discussion about the possibility of a peaceful transition from a bourgeois society to a socialist society. The new reading of the structural theses of Marxist philosophy (that would have the opposition of the Chinese and Albanese vision) proposed an anti- sectarian positioning and advocated a departure from the traditional orthodoxy and dogmatism of Marxism- Leninism. It is in this context that Álvaro Cunhal, in the early sixties, publishes a set of writings where he seeks to reconcile the critique of right- wing opportunism and the condemnation of dogmatism. The aim of this paper is to confront the interpretative proposals of Álvaro Cunhal in the sixties with the conflicting ideological models of Maoist orthodoxy and the right- wing alternatives suggested by the Soviets

Descrição

Sumário: 1. Origens e justificações do conflito sino- soviético. O movimento comunista internacional na transição entre os anos cinquenta e sessenta: do XX Congresso do PCUS à “carta dos 25 pontos”. 2. Entre o revisionismo e o esquerdismo. Rumo à Vitória ou o prenúncio da Queda? 2.1. Da “Política de Transição”, à de- núncia do culto de personalidade e do centralismo no trabalho da Direcção. 2.2. A correcção do desvio de direita como tendência anticentralista, democrática, igualitarista, pequeno- burguesa e anarquizante. 2.3. A correcção do desvio de direita: o problema da transição pacífica para o socialismo. 2.4. Álvaro Cunhal na van- guarda da defesa da ortodoxia soviética. 2.5. Rumo à Vitória ou a solidificação de um tertium genus. 3. Considerações finais

Palavras-chave

Estado Revolução Dogmatismo

Contexto Educativo

Citação

In: Revista da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa: Lisbon Law Review, Vol. 61, nº 2 (2019), 0870-3116. - p. 93-139

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