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Publicação

Uma pedagogia da liberdade na solidão

dc.contributor.authorPereira, Diogo Matos Conde de Álvares
dc.contributor.institutionUniversidade de Lisboa
dc.contributor.institutionFaculdade de Letras
dc.contributor.supervisorArruda, Alberto Miguel Antunes
dc.date.accessioned2026-03-06T16:30:05Z
dc.date.available2026-03-06T16:30:05Z
dc.date.issued2025-11-25
dc.descriptionMestrado em Teoria da Literatura.
dc.description.abstractEsta dissertação propõe uma teoria da autenticidade na arte entendida como prática existencial e pedagógica, enraizada na sinceridade para com o self e na recusa da instrumentalização. Através da análise de Les Rêveries du Promeneur Solitaire de Rousseau, Sincerity and Authenticity de Trilling, The American Action Painters de Rosenberg e Our Band Could Be Your Life de Azerrad, delineia-se um percurso que une temporalidade, memória, atenção e solidão como dimensões centrais para a criação autêntica. Em Rousseau, a autenticidade manifesta-se no devaneio solitário e na pedagogia da liberdade; nos action painters, na inscrição irrepetível do gesto e na recusa da obra como produto acabado; no ethos punk, na autodeterminação comunitária e na resistência às estruturas de poder. Entre todos, emerge um traço comum: a autenticidade como prática de resistência e liberdade, sempre fundamentada na vulnerabilidade humana e na coragem de permanecer fiel a si próprio. Finalmente, a dissertação reflete sobre as implicações da autenticidade no mundo contemporâneo marcado pela lógica de mercado, pela exposição digital e pela pressão da performance constante, defendendo a autenticidade como um procedimento ético, estético e político, que constitui cultura e preserva a singularidade da experiência humana.pt
dc.description.abstractThis dissertation develops a theory of authenticity in art, understood as an existential and pedagogical practice rooted in fidelity to the self and the refusal of instrumentalization. Through an analysis of Jean-Jacques Rousseau’s Reveries of the Solitary Walker, Lionel Trilling’s Sincerity and Authenticity, Harold Rosenberg’s The American Action Painters, and Michael Azerrad’s Our Band Could Be Your Life, the study traces a conceptual framework in which temporality, memory, attention, and solitude emerge as essential dimensions of authentic creation. In Rousseau, authenticity unfolds in solitary reverie and the pedagogy of freedom; in the action painters, in the irrepeatable inscription of the gesture and the rejection of art as a finished product; in the punk ethos, in communal self-determination and resistance to structures of power. A common thread emerges across these contexts: authenticity as a practice of resistance and freedom, grounded in human vulnerability and the courage to remain true to oneself. The dissertation concludes by addressing the implications of authenticity in today’s world, shaped by market logics, digital overexposure, and the pressure of constant performance, affirming authenticity as an ethical, aesthetic, and political procedure that founds culture and safeguards the singularity of human experience.en
dc.formatapplication/pdf
dc.identifier.tid204097215
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.5/117437
dc.language.isopor
dc.titleUma pedagogia da liberdade na solidãopt
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccess

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