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Resumo(s)
A depressão é uma doença que afecta cerca de 350 milhões de pessoas no Mundo. Dadas as limitações dos tratamentos actuais, nomeadamente, o elevado tempo de resposta ao tratamento, há uma necessidade crescente de desenvolver terapêuticas mais eficazes e rápidas. O objectivo desta monografia centra-se na pesquisa das últimas estratégias terapêuticas estudadas para o tratamento da depressão, com base na hipótese neurotrófica, utilizando, para tal, o motor de busca Pubmed, com as palavras-chave neurotrophic, hypothesis e depression. Os resultados sugerem que, devido ao stress, ocorre uma atrofia neuronal que é causa da depressão e que os possíveis alvos terapêuticos são os receptores ionotrópicos e metabotrópicos, tendo partido estas descobertas da cetamina, antagonista dos receptores ionotrópicos NMDA, que reverte rapidamente a atrofia neuronal observada na depressão. Os seus efeitos adversos levaram, no entanto, à continuação na pesquisa de antagonistas mais selectivos para o receptor, com resultados satisfatórios. Além disso, tendo-se verificado que um aumento do glutamato era essencial para a actividade antidepressiva, estudaram-se também os antagonistas dos receptores metabotrópicos mGlu2/3 e mGlu5, que revelaram resultados igualmente positivos. Estes agentes, que actuam na via glutamatérgica, constituem, assim, a esperança no desenvolvimento de uma nova geração de medicamentos antidepressivos mais rápidos e eficazes.
Descrição
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2015
Palavras-chave
Mestrado Integrado - 2015 Cetamina Depressão Glutamato Hipótese neurotrófica Receptor NR2B
