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Abstract(s)
Este artigo apresenta alguns casos de traduções ficcionais e de situações de tradução nas literaturas africanas de língua portuguesa, retirados da obra de José Eduardo Agualusa, João Melo, Mia Couto e João Paulo Borges Coelho. Considerada a escassez de representações do tradutor literário nestas literaturas, decidimos utilizar situações de interpretação interlinguística que envolvem dois códigos posicionados de forma desigual. Descobrimos que cada caso contém uma manipulação intencional da mensagem traduzida, de forma a o tradutor ganhar alguma vantagem pessoal ou para a sua comunidade linguística. Na maioria dos casos, as vítimas dessa manipulação são estrangeiros dotados de um estatuto
linguístico-cultural alto. Essa manipulação consciente pode ser vista como uma
atitude de resistência decolonial contra o nexo modernidade/colonialidade,
representado pelos estrangeiros globalizados: o subalterno (o africano) ganha
poder como tradutor, sendo o único árbitro entre dois códigos linguísticos, e
desta forma subverte a ordem das coisas.
Description
Keywords
manipulação da tradução decolonialidade; resistência epistémica literaturas africanas
