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Trauma complexo e variáveis relacionais : estudo comparado da resiliência

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Resumo(s)

Esta dissertação no domínio da Psicologia Clínica estuda o trauma complexo e as variáveis relacionais na relação com a resiliência. Comparando um grupo com elevada resiliência (GER) e um grupo com baixa resiliência (GBR), esta investigação tem como objetivos principais explorar as interações entre (1) as variáveis relacionais e a resiliência; (2) as variáveis relacionais e as dimensões do trauma complexo; (3) os fatores de resiliência e as dimensões do trauma complexo; e analisar diferenças nos grupos entre (4) as dimensões do trauma complexo, e (5) os fatores de resiliência. A amostra deste estudo divide-se em dois grupos da população geral: o GER, constituído por 83 participantes (M = 40.77 anos; DP = 13.37 anos) e o GBR, constituído por 80 participantes (M = 40.06 anos; DP = 14.11 anos). São utilizados três questionários de autorrelato: o questionário sociodemográfico, o Self-Report Inventory for Disorders of Extreme Stress (SIDES-SR) e a Escala de Resiliência de Connor-Davidson (CD-RISC). Os resultados revelam uma relação entre a resiliência e uma maior frequência de contacto com a família no GBR. Observa-se no grupo GER relativamente ao trauma complexo que, a “autoperceção”, a “relação com os outros” e os “sistemas de significado” estão relacionados com uma menor frequência de contacto com as amizades e a “somatização” com a uma maior insatisfação no contacto nas amizades. Da mesma forma, no GBR verificam-se relações inversas entre os “sistemas de significado”, a frequência e satisfação no contacto com a família e a satisfação no contacto com as amizades. No GER verifica-se uma relação inversa entre a “aceitação positiva à mudança” da resiliência com a “desregulação dos afetos e impulsos” e a “relação com os outros” do trauma complexo. Identificam-se resultados médios mais baixos na “desregulação dos afetos e impulsos”, na “autoperceção”, na “relação com os outros” e nos “sistemas de significado” do trauma complexo no GER comparativamente com o GBR. O grupo GER apresenta resultados médios mais elevados em todos os fatores da resiliência comparativamente com o grupo GBR. São discutidas implicações teóricas das relações que se estabelecem entre as variáveis relacionais, as dimensões do trauma complexo e os fatores de resiliência.
This dissertation in the field of Clinical Psychology studies the complex trauma and the relational variables in relation to resilience. Comparing a group with high resilience (GER) and a group with low resilience (GBR), this investigation has as main aims to explore the interactions between (1) the relational variables and the resilience; (2) the relational variables and the dimensions of complex trauma; (3) the resilience factors and the dimensions of complex trauma; and to analyze group differences between (4) the dimensions of complex trauma, and (5) the resilience factors. The sample of this study is divided into two groups of the general population: the GER, consisting of 83 participants (M = 40.77 years; SD = 13.37 years) and the GBR, consisting of 80 participants (M = 40.06 years; SD = 14.11 years). Three self-report questionnaires are used: the sociodemographic questionnaire, the Self-Report Inventory for Disorders of Extreme Stress (SIDES-SR) and the Connor-Davidson Resilience Scale (CD-RISC). The results reveal a relationship between the resilience and a higher frequency of contact with the family in the GBR. It is observed in the GER group regarding complex trauma that, the “self-perception”, the “relationship with others” and the “systems of meaning” are related to a lower frequency of contact with friendships and “somatization” to greater dissatisfaction in contact with friendships. Likewise, in the GBR there are inverse relationships between the “systems of meaning”, the frequency and satisfaction in contact with family and satisfaction in contact with friendships. In the GER there is an inverse relationship between the “positive acceptance of change” of resilience with the “dysregulation of affections and impulses” and the “relationship with others” of complex trauma. Lower average results were identified in the “dysregulation of affects and impulses”, in “self-perception”, in “relationship with others” and in “systems of meaning” of the complex trauma in the GER compared to the GBR. The GER group presents higher average results in all the resilience factors compared to the GBR group. Theoretical implications of the relationships established between the relational variables, the dimensions of complex trauma and the resilience factors are discussed.

Descrição

Dissertação de mestrado, Psicologia Clínica e da Saúde (Área de Especialização em Psicologia Clínica Dinâmica), 2022, Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia

Palavras-chave

Trauma psicológico Resiliência Psicologia clínica Dissertações de mestrado - 2022

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