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Publicação

Descriptive analysis of low-field magnetic resonance imaging findings in the foot of 149 horses

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A claudicação com origem no casco é um dos casos mais frequentes em clínica de equinos, sendo a ressonância magnética (RM) considerada o gold standard para a sua avaliação por superar as limitações das modalidades imagiológicas convencionais. Este estudo retrospetivo analisou a aplicação clínica de RM de baixo campo realizada com o cavalo em estação, ao longo de três anos, numa população predominantemente composta por cavalos de desporto na província de Ontário, no Canadá. Teve ainda como objetivos caracterizar a prevalência, natureza e padrões de coocorrência das alterações detetadas no casco do membro torácico, e explorar possíveis associações com fatores demográficos (idade, sexo, raça e disciplina). Foram analisados os registos clínicos de 185 cavalos que realizaram exames de RM de baixo campo em estação, numa única clínica, com o objetivo de descrever a casuística geral. Um subgrupo de 149 cavalos com exame ao casco do membro torácico foi selecionado para análise detalhada. As alterações registadas referem-se aos membros com claudicação, tendo sido assinaladas as estruturas afetadas, o tipo de lesão e a sua relevância clínica, segundo a interpretação do autor do relatório. A maioria dos exames foi realizada no verão (32.6%) e outono (30.8%) para investigar claudicação dos membros torácicos, e o casco foi a região mais frequentemente examinada. Entre os 149 cavalos (179 membros afetados), os sinais imagiológicos clinicamente significativos mais prevalentes foram a tendinopatia do tendão flexor digital profundo (TFDP) e padrão de lesão medular do osso navicular (46.4%). Embora a distensão da articulação interfalângica distal (86%) e da bursa navicular (60.3%) tenham sido as alterações mais comuns, estas foram frequentemente consideradas secundárias ou incidentais. Identificaram se associações significativas entre: tendinopatia do TFDP e alterações do osso e da bursa navicular; e entre alterações do osso navicular e bursite, e entesopatia do ligamento ímpar. Verificou-se ainda que lesões da falange distal foram mais prevalentes em machos castrados, e lesões da articulação interfalângica proximal em cavalos mais velhos (16–20 anos). Estes resultados reforçam a utilidade diagnóstica da RM e contribuem para uma melhor compreensão dos padrões de patologia do casco nesta população. A elevada prevalência de alterações concomitantes em estruturas ósseas e de tecidos moles realça a importância de uma avaliação completa por RM. O reconhecimento de tendências demográficas pode ajudar na identificação precoce e na prevenção destas patologias
Foot-related lameness is one of the most common clinical presentations in equine practice, with magnetic resonance imaging (MRI) overcoming the limitations of conventional imaging modalities and serving as the gold standard for comprehensive evaluation of the foot. This retrospective study analyzed the clinical application of standing low-field MRI over a three year period in a predominantly sport horse population in Ontario, Canada. It further aimed to characterize the prevalence, nature, and co-occurrence of MRI findings in the forelimb foot, and to explore associations with demographic factors (age, sex, breed, discipline). Medical records of 185 horses that underwent standing low-field MRI at a single equine practice were reviewed to provide an overview of the MRI caseload. A subset of 149 horses with forelimb lameness that underwent foot imaging was selected for detailed analysis of MRI findings. Abnormalities were extracted from MRI reports for clinically lame limbs, with each affected structure and lesion type recorded. Clinical significance was determined based on the original report author’s interpretation. MRI was primarily used in the summer (32.6%) and fall (30.8%) to investigate forelimb lameness, with the foot being the most frequently imaged region. Among the 149 horses (179 lame limbs) that underwent forelimb foot imaging, the most prevalent clinically significant findings were deep digital flexor tendon (DDFT) tendinopathy (49.2%) and navicular bone marrow lesions (46.4%). Although distal interphalangeal (DIP) joint effusion (86%) and navicular bursitis (60.3%) were the most frequent findings overall, these were often interpreted as secondary or incidental. Significant associations were identified between: DDFT tendinopathy and both navicular bone and bursa pathology; and, navicular bone pathology and both navicular bursitis and distal sesamoidean impar ligament (DSIL) enthesopathy. Additionally, distal phalanx pathology was significantly more prevalent in geldings, and proximal interphalangeal (PIP) joint pathology in older horses (16-20 years). These findings support the diagnostic utility of MRI in equine practice and contribute to a better understanding of foot pathology patterns in this population. The high prevalence of concurrent osseous and soft tissue abnormalities underscores the importance of comprehensive MRI evaluation. Awareness of demographic trends may aid in early recognition and more targeted management of foot-related lameness

Descrição

Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária, área científica de Clínica

Palavras-chave

Equine Magnetic resonance imaging Foot Forelimb lameness Equino Ressonância magnética Casco Claudicação

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