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Estudo Fitoquímico dos bolsos de Autonoë Madeirensis

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Autonoë madeirensis (Menezes) Speta, (Scilla maderensis Menezes), é uma Hyacinthaceae endémica do arquipélago da Madeira sobre a qual, até finais dos anos oitenta, era desconhecida qualquer investigação de natureza fitoquímica, farmacológica ou toxicológica. Por se tratar de uma espécie da flora nacional e porque estudos preliminares demonstraram que os seus bolbos possuíam substâncias com actividade farmacológica e toxicológica (1, 2), considerou-se de todo o interesse aprofundar o estudo fitoquímico daquela espécie vegetal. O estudo fitoquímico processou-se partindo de extractos etanólicos totais fraccionados por solventes de polaridades crescentes, possibilitando a identificação de compostos pertencentes a diferentes grupos químicos. A identificação foi baseada nos dados físicos e espectroscópicos obtidos pelas seguintes técnicas: p.f., UV, IV, GC-FID, GC-NPD, GCEIMS, ESI-MS e ESI-MS/MS, HPLC-UV, 1H-RMN e 13C-RMN (DEPT, 2D 1H,1HCOSY, 1H,1H-NOESY, 1H,1H-TOCSY, HSQC e HMBC). Nos bolbos de A. madeirensis foram identificados pela primeira vez n-alcanos, alcoóis superiores lineares, ácidos e ésteres gordos, uma cetona triterpenóide pentacíclica (a fridelina), fitosteróis livres e um novo ∆7 fitosterol galactosilado (o 3α-O-(β-galactosil)-espinasterol), ácidos e ésteres 2-hidroxilados dicarboxílicos e tricarboxílicos, ésteres fenilpropanóides do ácido p-cumárico e ferúlico, um novo derivado pirimidínico aminado denominado 2-(4'-aminobenzenamina)-pirimidina e um diglucósido flavonóide (o 7-O-[β-glucosil-(1→2)-O-β-glucosil]-apigenina). Foram parcialmente identificadas três antocianinas (cianidina cumaril glicósido, peonidina cumaril glicósido e delfinidina diacetil diglicósido). Da análise dos resultados concluiu-se que os ∆7-esteróis, as flavonas de núcleo apigenina e as antocianinas de núcleo cianidina, peonidina e delfinidina poderão constituir marcadores quimiotaxonómicos do género Autonoë. (1) Dias C. Contribuição para o estudo fitoquímico, farmacológico e toxicológico de Scilla maderensis Mnzs (Prova de Capacidade Científica). Lisboa: Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa; 1991. (2) Dias C, Graça JA, Gonçalves ML. Scilla maderensis, TLC screening and positive inotropic effect of bulb extracts. J Ethnopharmacol 2000; 71(3):487-492.

Descrição

Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Revista Portuguesa de Farmácia, LII (1) Supl., 170

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Sociedade Portuguesa de Ciências Farmacêuticas

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