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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Nesta comunicação o desenho é problematizado como ‘lugar de contato’ entre quem desenha, o tempo, a memória e os lugares nele convocados. Para isso, no desenho elegem-se superfícies de uso diário (inscritas pelo desempenho das práticas quotidianas) que se fundem ou misturam com as do próprio desenho, resultando na conceção de ‘peles’ ou positivos do molde que é oferecido pelo real. O fazer do desenho é aqui simultâneo com o fazer do seu próprio suporte, que é papel de algodão manufaturado e a escolha da tomada de vista para o realizar tornase a descoberta, o encontro e a captura do vestígio que, como um ‘desenho latente’, afirma a vida diária ou o contato da ideia com o gesto, o lugar, o material e o tempo que a registam. Este é um contato líquido que, repetindo-se sucessivas vezes, se aproxima do movimento de renovação da lavagem que a água potencia, permitindo sempre alcançar novidade.
Descrição
Palavras-chave
Desenho Quotidiano Metodologias Instalação (Arte) Teoria da arte Portugal
Contexto Educativo
Citação
In: Expressão múltipla II : teoria e prática do desenho : atas das conferências. - Lisboa, 2019, p. 24-34
Editora
Universidade de Lisboa, Faculdade de Belas-Artes, Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes
