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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
The number of animals released by wildlife rehabilitation centres is used as an indicator of wildlife rehabilitation' success. However, this number may not reflect the true rehabilitation's success, therefore, a post-release monitoring is extremely important. Aiming to understand what happens with released rehabilitated birds, 8 nocturnal birds of prey (5 S. aluco e 3 T. alba), released by the Wildlife Rehabilitation Centre of Lisbon, were tracked using radio-telemetry. Two of these birds removed the tag before they completed 6 weeks of tracking; of the remaining 6, 50% survived longer than 6 weeks considered necessary for a bird's adaptation. One owl laid three eggs and all of them hatched, however, no one fledged. All birds stayed within 6.1 km from the release site, and they didn't choose a preferential direction for dispersion (χ 2 = 5, P > 0.05). There weren't statistical differences in the maximum distance to release site between the two species (U = 5, z = -0.354, P > 0.05), neither between the birds that survived more than 6 weeks and those that didn't (U = 1, z = -1.528, P > 0.05), although the difference was quite significant for α= 0.1 (P = 0.127). For birds that established in a territory, home ranges estimated with the kernel fixed density estimator ranged between 36.14 and 36.14 ha, for tawny owls, and between 248.65 e 299.37 ha, for barn owls. In future, it would be important to investigate what is the influence of the reason of entrance in the rehabilitation centre, of the haemoparasite's presence and of the release season to rehabilitated released bird's survival.
O número de animais libertados pelos Centros de Recuperação de Fauna Silvestre é utilizado como indicador do sucesso da reabilitação de fauna selvagem. Contudo, este número pode não reflectir o verdadeiro sucesso das reabilitações, pelo que é fulcral que se continue a monitorizar os animais após a libertação. Com o objectivo de compreender o que sucede com os animais libertados, foram seguidas 8 aves de rapina nocturnas (5 S. aluco e 3 T. alba) libertadas pelo Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa, com recurso à rádio-telemetria. Duas das aves removeram o emissor antes das 6 semanas de seguimento; das restantes 6, 50% sobreviveu por um período superior às 6 semanas consideradas necessárias para se considerar uma ave adaptada. Uma coruja efectuou uma postura e três ovos e todos os ovos eclodiram, contudo todas as crias morreram. Nenhuma ave se afastou mais de 6.1 km do local de libertação, não tomando nenhuma direcção preferencial na dispersão (χ 2 = 5, P > 0.05). Não houve diferenças significativas entre as duas espécies para a distância máxima a que se encontraram as aves (U = 5; z = -0.354; P > 0.05), nem entre as aves que sobreviveram e as que morreram durante as 6 primeiras semanas (U = 1; z = -1.528; P > 0.05), embora a diferença fosse quase significativa para α= 0.1 (P = 0.127). Para as aves que se estabeleceram, as áreas vitais calculadas pelo kernel fixed density estimator variaram entre 36.14 e 57.09 ha, para as corujas-do-mato, e entre 248.65 e 299.37 ha, para as corujas-das-torres. De futuro, seria importante investigar qual a influência da causa de entrada, da presença de hematoparasitas e da época do ano em que decorre a libertação na sobrevivência de aves libertadas após reabilitação.
O número de animais libertados pelos Centros de Recuperação de Fauna Silvestre é utilizado como indicador do sucesso da reabilitação de fauna selvagem. Contudo, este número pode não reflectir o verdadeiro sucesso das reabilitações, pelo que é fulcral que se continue a monitorizar os animais após a libertação. Com o objectivo de compreender o que sucede com os animais libertados, foram seguidas 8 aves de rapina nocturnas (5 S. aluco e 3 T. alba) libertadas pelo Centro de Recuperação de Animais Silvestres de Lisboa, com recurso à rádio-telemetria. Duas das aves removeram o emissor antes das 6 semanas de seguimento; das restantes 6, 50% sobreviveu por um período superior às 6 semanas consideradas necessárias para se considerar uma ave adaptada. Uma coruja efectuou uma postura e três ovos e todos os ovos eclodiram, contudo todas as crias morreram. Nenhuma ave se afastou mais de 6.1 km do local de libertação, não tomando nenhuma direcção preferencial na dispersão (χ 2 = 5, P > 0.05). Não houve diferenças significativas entre as duas espécies para a distância máxima a que se encontraram as aves (U = 5; z = -0.354; P > 0.05), nem entre as aves que sobreviveram e as que morreram durante as 6 primeiras semanas (U = 1; z = -1.528; P > 0.05), embora a diferença fosse quase significativa para α= 0.1 (P = 0.127). Para as aves que se estabeleceram, as áreas vitais calculadas pelo kernel fixed density estimator variaram entre 36.14 e 57.09 ha, para as corujas-do-mato, e entre 248.65 e 299.37 ha, para as corujas-das-torres. De futuro, seria importante investigar qual a influência da causa de entrada, da presença de hematoparasitas e da época do ano em que decorre a libertação na sobrevivência de aves libertadas após reabilitação.
Descrição
Tese de mestrado, Biologia (Biologia da Conservação), 2009, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências
Palavras-chave
Aves de rapina Telemetria Teses de mestrado
