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Orientador(es)
Resumo(s)
O tropicalismo arranca em 1967, atravĂ©s do corpo: a mĂșsica de Caetano Veloso e Gilberto Gil, os vestĂveis de HĂ©lio Oiticica, as propostas teatrais de JosĂ© Celso Martinez CorrĂȘa e os cenĂĄrios de HĂ©lio Eichbauer. Hoje as coisas sĂŁo um pouco mais complexas. Em tempo de redes sociais, os aspirantes ao poder fazem uso da sua imediatez para suscitarem reaçÔes epidĂ©rmicas, superficiais, populistas e de grande instantaneidade. A boçalidade triunfa nas caixas de comentĂĄrios, e com mais alguns perfis falsificados podem manipular-se plebiscitos, movimentos secessionistas, ou, e tambĂ©m censurar-se exposiçÔes de arte.
Nesta variação do fascismo, a epiderme eletrificada das redes sociais estrutura-se como uma poderosa arena onde se aparenta uma falsa democracia. Talvez a arte continue a ser um reduto para reflexão, mas vemos que a censura se manifesta hoje de modo talvez mais eficaz, silenciando artistas e professores, através da pressão mediatizada, da emoção do momento. Para isto é necessåria a atenção consciente da arte, dos artistas, e também dos arte-educadores: enfrenta-se uma massa cada vez mais informe, alienada e despojada de reflexão para além do imediato.
Descrição
Palavras-chave
Arte Estudos ArtĂsticos PeriĂłdicos
Contexto Educativo
Citação
Editora
Centro de Investigação e de Estudos em Belas Artes, Faculdade de Belas-Artes, Universidade de Lisboa
