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A percepção da perpetuação dos estilos parentais, o coping religioso e as memórias de infância

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Resumo(s)

A família é a unidade de reprodução social e principal instituição socializadora. As relações entre gerações estão vinculadas à experiência dos adultos e à forma como esta ordena a existência, gerando rutura e continuidade entre as gerações (Romanelli, 1998). O coping religioso é uma forma de lidar com o stress, na qual o indivíduo se volta para a religião (Pargament, 1997, cit. por Panzini & Bandeira, 2005). Para o crente, a religião e a espiritualidade são formas de vida que são procuradas, cuidadas e sustentadas consistentemente. Assim, propomo-nos elucidar o papel das Memórias de Infância relativamente à percepção de perpetuação dos Estilos Parentais, investigar se os Estados Emocionais são ou não importantes face à percepção de perpetuação dos Estilos Parentais e averiguar a complementaridade entre o Coping Religioso e a perceção de perpetuação dos Estilos Parentais. Através da aplicação da EADS, do EMBU, do EMBU-P, do PBI e da RCOPE, foi possível a recolha de dados, com posterior análise estatística recorrendo a regressões lineares. Na nossa amostra, os estilos emocionais não são úteis para explicar a percepção da perpetuação dos estilos parentais, nem o são as memórias de infância de tipo negligente. Na relação do indivíduo com a figura de vinculação materna, o importante é o cuidado e na relação do indivíduo com a figura paterna, esta parece ser de importância através do controlo que exerce e através da presença ou ausência de afeto nessa relação de controlo. Na relação do indivíduo com a figura materna, as estratégias de espera passiva por Deus para que Ele controle a situação stressora e as estratégias de busca na religião e espiritualidade por uma mudança de perspetiva, direção e de redefinição da mesma situação são úteis para explicar a variância da percepção de perpetuação absoluta dos estilos parentais. Existem outros fatores do coping religioso úteis para explicar a percepção da perpetuação dos estilos parentais quando são observadas duas escalas do EMBU e EMBU-P em simultâneo e quando se observa cada uma individualmente. Em conclusão, a análise das relações entre gerações, das memórias de infância e do coping religioso em famílias específicas é um recurso para se examinar as práticas parentais e como as mesmas se perpetuam de uma geração para a seguinte.
The family is the unit of social reproduction and it is the main socializing institution. Relations between generations are linked to the experience of adults and how it orders existence, generating rupture and continuity between generations (Romanelli, 1998). Religious coping is a way of dealing with stress, in which the individual turns to religion (Pargament, 1997, cit. by Panzini & Bandeira, 2005). For the believer, religion and spirituality are life forms that are consistently sought, cared for and sustained. Thus, we propose to elucidate the role of childhood memories regarding the perception of perpetuation of parenting styles, to investigate whether or not emotional states are important in relation to the perception of perpetuation of parenting styles and to investigate the complementarity between religious coping and the perception of perpetuation of parenting styles. Through the application of EADS, EMBU, EMBU-P, PBI and RCOPE, it was possible to collect data with subsequent statistical analysis using linear regressions. In our sample, emotional states are not helpful in explaining the perception of perpetuation of parenting styles, nor is the style of negligent childhood memories. In the relationship of the individual with the maternal figure of attachment, what is important is the care and in the relationship of the individual with the paternal figure, it seems to be of importance through the control that is exerted and the presence or absence of affection in this relationship of control. In the individual's relationship with the maternal figure, strategies of waiting in a passive way for God to control the stressful situation and strategies of seeking in religion and spirituality a change of perspective, direction, and redefinition of the same stressful situation are useful for explaining the variance in the perception of absolute perpetuation of parenting styles. There are other factors of religious coping useful for explaining the perception of perpetuation of parenting styles when two EMBU and EMBU-P scales are observed simultaneously and when they are observed individually. In conclusion, the analysis of intergenerational relationships, childhood memories, and religious coping in specific families is a resource for examining parenting styles and how they perpetuate themselves from one generation to the next.

Descrição

Tese de mestrado, Psicologia (Área de Especialização em Psicologia Clínica e da Saúde - Psicologia Clínica Dinâmica), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2019

Palavras-chave

Estilos parentais Memórias de infância Emoções Coping Teses de mestrado - 2019

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