Orientador(es)
Resumo(s)
A doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que constitui a principal causa de demência após os 60 anos de idade. Esta afeta, sobretudo, regiões do cérebro tais como o hipocampo e o córtex cerebral e caracteriza-se pela degeneração dos neurónios colinérgicos e perda sináptica com consequente défice cognitivo, nomeadamente, a perda da memória. Nos últimos anos, com o aumento da esperança média de vida, a sua prevalência tem aumentado consideravelmente. Fisiopatologicamente, a doença de Alzheimer manifesta-se pela acumulação de placas senis e aglomerados neurofibrilhares, pela neuroinflamação, stress oxidativo e défice de neurotrofinas. No entanto, a etiologia exata da patologia continua por determinar. Atualmente, as abordagens terapêuticas existentes, os inibidores da acetilcolinesterase e a memantina, atuam no alívio dos sintomas cognitivos mas não evitam a progressão da doença. As terapias neuroprotetoras, como o fator de crescimento do nervo (NGF) e os compostos ricos em cisteína, têm sido o novo alvo de investigação porque cre-se que consigam evitar a neurodegeneração e resgatar os neurónios colinérgicos. Neste trabalho, farei uma revisão sobre a fisiopatologia da doença de Alzheimer e das abordagens terapêuticas convencionais e irei discutir o potencial do fator de crescimento do nervo (NGF) e dos compostos ricos em cisteína na remissão da doença.
Descrição
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2015
Palavras-chave
Compostos ricos em cisteína Doença de Alzheimer Fator do crescimento do nervo (NGF) Inibidores da acetilcolinesterase Memantina Mestrado Integrado - 2015 Neurodegeneração
