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Publicação

Mulheres em cena: entre os guerreiros e os heróis de Sófocles e Eurípedes

dc.contributor.authorPontes, J
dc.contributor.authorCalasans, Laura
dc.date.accessioned2025-06-23T08:23:22Z
dc.date.available2025-06-23T08:23:22Z
dc.date.issued2022-09
dc.description.abstractO teatro na Grécia Antiga tinha funções pedagógicas, morais e cívicas na formação daquele povo que se tornou referência para as demais civilizações. Os festivais em honra ao deus Dionísio mobilizaram por vários dias os espectadores que aprendiam pelas palavras e pelas imagens cruéis dos mitos em cena, conforme construções dramatúrgicas de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, entre outros tragediógrafos pouco conhecidos daquele período. Esta manifestação cultural, conforme Nietzsche (1992), arrastava os olhos da multidão embevecida, que em delírio fitava as imagens e ouvia os horrores do mito pulsante em cena. Serra (2009) afirma que no teatro grego, a dor e a vulnerabilidade do homem eram postos em cena: ditos e percebidos pelos espectadores. Era olhando para os heróis (reis e guerreiros) que o homem aprendia a ser homem, cidaão grego. Mas se voltarmos a nossa lente para as heroínas, o que elas ensinavam? Elas ensinavam a mulher ser mulher naquele contexto? De que forma? Como elas aparecem nestas dramaturgias que evidenciam os feitos dos grandes homens? Eis as nossas questões. Para discuti-las voltamos a nossa lente para Ifigênia da obra Ifigênia em Áulis de Eurípedes (2012), Ismene e Antígo- na da obra Antígona de Sófocles (1998). O percurso dramatúrgico destas personagens, sobretudo as suas ações – sendo elas o mais importante para Aristóteles (2007) – permite-nos vislumbrar as nuances da mulher naquele contexto. Ifigênia, filha de Agamêmnon e Clitemnestra, virgem e supostamente prometida em casamento ao guerreiro Aquiles, representa o ideal de mulher, à sombra dos grandes homens; ao contrário de Ismene e Antígona, filhas de Édipo Rei e Jocasta, transgressoras deste ideal. Elas evadem-se do lar para o espaço público, ocupando espaços que cabiam somente aos homens, sobretudo Antígona, que no avançar da trilogia, resiste e enfrenta de forma irredutível às ordens do estado editadas por Creonte em defesa das leis divinas e eternas.pt_PT
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersionpt_PT
dc.identifier.citationIn: Convocarte, nº12 (set. 2022): Arte e paideia, p. 201-217pt_PT
dc.identifier.doihttps://doi.org/10.57843/ulisboa.fba.cieba.00083.2025pt_PT
dc.identifier.eissn2183–6981
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.5/101662
dc.language.isoporpt_PT
dc.peerreviewedyespt_PT
dc.publisherCentro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboapt_PT
dc.subjectCidadept_PT
dc.subjectTeatro Gregopt_PT
dc.subjectDramaturgiapt_PT
dc.subjectRepresentação da Mulherpt_PT
dc.titleMulheres em cena: entre os guerreiros e os heróis de Sófocles e Eurípedespt_PT
dc.typejournal article
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.conferencePlaceLisboapt_PT
oaire.citation.endPage217pt_PT
oaire.citation.issue12pt_PT
oaire.citation.startPage201pt_PT
oaire.citation.titleConvocarte - Revista de Ciências da Artept_PT
person.familyNamePontes
person.givenNameJamila Nascimento
person.identifier.ciencia-id4916-A681-08CB
person.identifier.orcid0000-0003-4071-7543
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typearticlept_PT
relation.isAuthorOfPublicationc3cfbed8-fd7e-442b-b03b-86b603a48435
relation.isAuthorOfPublication.latestForDiscoveryc3cfbed8-fd7e-442b-b03b-86b603a48435

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