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Multiple roles of PLCγ1 in mediating target therapy resistance across different tumor types

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Resumo(s)

O desenvolvimento e implementação de terapias dirigidas a alvos moleculares específicos revolucionou o tratamento do cancro, permitindo uma maior especificidade para cada tipo de tumor e uma redução da toxicidade. A utilização destas terapias é baseada na expressão desregulada ou mutação de proteínas envolvidas em processos celulares essenciais à sobrevivência das células, e das quais os tumores são altamente dependentes. No entanto, muitos doentes são à partida resistentes a estes tratamentos e não beneficiam da sua administração, e muitos dos que inicialmente respondem acabam por desenvolver resistência e progredir. A identificação de biomarcadores de resposta terapêutica, que permitam selecionar os doentes que beneficiem destes tratamentos é então de extrema importância. Na maioria dos casos existem poucos biomarcadores preditivos e muitos deles apenas identificam uma pequena percentagem de doentes resistentes. Desta forma, mais investigação nesta Ôrea, assim como de novos alvos terapêuticos que permitam tratar doentes resistentes é fundamental. A PLCγ1 é uma proteína que possui expressão ubíqua e um papel importante na regulação de diversos processos celulares, ao ser um alvo direto de múltiplas tirosinas cinases, que a fosforilam e ativam. Após ativação, a PLCγ1 hidrolisa o fosfolípido de membrana fosfatidilinositol 4,5-bifosfato (PIP2) em diacilglicerol (DAG) e inositol trifosfato (IP3), e estÔ envolvida na regulação de múltiplos processos celulares como proliferação, diferenciação e migração. Diversos estudos demonstraram que a PLCγ1 possui um papel importante no desenvolvimento e progressão tumoral. A sobre expressão de PLCγ1 foi observada em diversos tipos de tumores, incluindo colorretais e mamÔrios, e foi associada a um pior prognóstico e a um risco aumentado de desenvolvimento de metÔstases. Adicionalmente, mutações no gene PLCG1 foram associadas ao desenvolvimento de angiossarcomas e linfomas cutâneos de células T. No entanto, apesar da importância da PLCγ1 em múltiplos processos tumorais e da sua ativação abaixo de proteínas que são alvos terapêuticos, o seu papel como mediador de resistência à terapia permanece pouco estudado. Neste contexto, foi identificado que mutações no gene PLCG2 (isoforma maioritariamente expressa em células hematopoiéticas) estão associadas à resistência ao Ibrutinib, um inibidor da tirosina cinase usado no tratamento de leucemia linfocítica crónica. Uma mutação ativadora da PLCG1 foi identificada numa lesão metastÔtica que surgiu após tratamento com sunitinib (inibidor de recetores tirosina cinase) num caso de angiossarcoma hepÔtico.
Targeted therapies have revolutionized cancer treatment. However, these therapies remain very challenging due to limited efficacy and the existence of innate or acquired mechanisms of resistance. Therefore, there is a great need for new biomarkers that allow a better selection of sensitive patients, and new therapeutic targets to overcome resistance. Phospholipase C gamma 1 (PLCγ1) is an important mediator of cell signaling and its expression is dysregulated in multiple tumors, contributing to disease aggressiveness. However, its role in therapy resistance remains unexplored. This work aims to evaluate the role of PLCγ1 in the resistance to cetuximab in colorectal cancer (CRC) and endocrine therapy (ET) in breast cancer (BC), exploring its potential as a predictive biomarker and its signaling pathway as a target of therapy. In CRC, we found that levels of PLCγ1 in patients’ tumor samples predict responses to cetuximab combined with chemotherapy. Using in vitro and in vivo models, PLCγ1 expression was correlated with cetuximab resistance. Mechanistically, PLCγ1 signaling bypasses EGFR inhibition by activating ERK and AKT pathways through the binding of PLCγ1 SH2 tandem domains to SH2-containing protein tyrosine phosphatase 2 (SHP2). The combination of cetuximab with an SHP2 inhibitor significantly reduced tumor size and the metastatic potential of cetuximab-resistant cancer cells. In BC, PLCγ1 expression correlates with sensitivity to tamoxifen and fulvestrant in estrogen receptor (ER) positive BC cell lines. We found that PLCγ1 knockout (KO) in the same cell lines decreased viability by reducing ERα signaling and transcriptional activity. Furthermore, PLCγ1 binds to ERα and is expressed in the nucleus of cells. Finally, elevated expression of PLCγ1 correlates with worse overall survival of luminal A BC patients. Overall, our results show a new role of PLCγ1 as a predictive biomarker in different target therapies and tumors. Characterization of PLCγ1 signaling downstream of target inhibition can suggest alternative therapeutic approaches to overcome PLCγ1-mediated resistance.

Descrição

Tese de doutoramento em Ciências Biomédicas (Biologia Celular e Molecular), Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina, 2023.

Palavras-chave

Phospholipase C gamma 1 (PLCγ1) Target therapy Therapy resistance Colorectal cancer (CRC) Breast cancer (BC) Fosfolipase C gama 1 (PLCγ1) Terapia dirigida Resistência à terapia Cancro colorretal Cancro da mama

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