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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A osteomielite consiste num processo inflamatório associado à destruição óssea, causado por microrganismos infecciosos. O seu tratamento envolve debridamento cirúrgico, remoção dos corpos estranhos e ainda antibioterapia. A necessidade de se atingirem concentrações parentéricas elevadas de antibióticos para que a terapêutica seja efectiva no tecido ósseo, assim como a duração prolongada do tratamento pode conduzir à toxicidade sistémica induzida pelo antibiótico. Este facto vem sublinhar a importância do desenvolvimento de sistemas de drug delivery, de forma a que a libertação dos fármacos no local pretendido, seja feita de modo controlado e por períodos de tempo mais longos. O poli(metilmetacrilato) (PMMA), tratando-se de um polímero biocompatível com valor reconhecido no âmbito das artroplastias, foi considerado como sistema de transporte para a libertação controlada de um antibiótico: a levofloxacina (LEV). O referido antibiótico é uma fluoroquinolona de 3ª geração geralmente utilizada contra Staphylococcus aureus, um dos agentes patogénicos frequentemente associados à osteomielite. Objectivos: 1) Incorporação de LEV em partículas de PMMA; 2) Comparação das características das partículas obtidas por diferentes métodos. Métodos: 1) As partículas de PMMA foram preparadas pelo método da dupla emulsão a/o/a com evaporação do solvente (DESE), quer pela via convencional quer por downscale. Foram avaliados diversos parâmetros como sejam a morfologia, o rendimento de produção, o tamanho, a eficiência de encapsulação (EE), o drug loading (DL), o potencial zeta (PZ) e o perfil de libertação in vitro. Resultados: 1) As partículas apresentaram superfície esférica e regular e tamanhos na gama do micrómetro (µm). Obtiveram-se melhores resultados quer de DL quer de EE, pelo método convencional. Os ensaios de libertação in vitro revelaram concentrações inferiores ao da MIC50 para S. aureus durante toda a duração do ensaio. 2) As partículas produzidas pelo método convencional destacaram-se especialmente das produzidas por downscale no que diz respeito aos seus tamanhos e à dispersão da população. Conclusões: Os valores alcançados revelaram que tanto para o método convencional como para o de downscale é necessário levar a cabo algumas alterações na formulação de forma a melhorar a encapsulação da LEV, a distribuição do tamanho das partículas (essencialmente a nível do downscale) e também os perfis de libertação in vitro.
Descrição
Relatório de projecto no âmbito de Bolsa Universidade de Lisboa/Fundação Amadeu Dias (2010/2011). Universidade de Lisboa. Faculdade de Farmácia
