Publicação
The psychology of lay beliefs about science
| dc.contributor.author | Cruz, Francisco Soares Pedroso Correia da | |
| dc.contributor.institution | Faculty of Psychology | |
| dc.contributor.supervisor | Mata, André Otelo Paraíba | |
| dc.contributor.supervisor | Lombrozo, Tania | |
| dc.date.accessioned | 2026-02-16T17:35:06Z | |
| dc.date.available | 2026-02-16T17:35:06Z | |
| dc.date.issued | 2025-12-19 | |
| dc.description | Tese de doutoramento em Psicologia (Psicologia Social), Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia, 2025. | |
| dc.description.abstract | Embora historicamente a ciência tenha sempre sido considerada uma instituição confiável pelo público em geral, há evidência crescente de que essa autoridade social se está a erodir. Essa tendência é preocupante, uma vez que sociedades céticas da ciência tendem a não confiar nas suas contribuições, e os indivíduos que as compõem podem recorrer a não especialistas para obter conselhos sobre questões científicas, em vez de a cientistas. Portanto, é crucial perceber de forma compreensiva as crenças dos leigos a respeito da ciência, uma vez que estas podem ajudar a explicar quando e por que motivo as pessoas (des)confiam dela. Numa tentativa de contribuir para esta necessária caracterização exaustiva, exploro diferentes níveis de crenças leigas sobre ciência em três capítulos empíricos: crenças sobre informação científica, crenças sobre cientistas e crenças sobre disciplinas científicas específicas. No Capítulo II, abordo o papel do jargão científico nas avaliações que os leigos fazem de explicações científicas. Concluo que o jargão diminui a perceção da compreensibilidade de uma explicação, mas, mais importante, aumenta a satisfação com a explicação quando esta é circular. Isso deve-se ao facto de o jargão ser interpretado como preenchendo as lacunas da explicação quando não era possível avaliá-las a partir do seu conteúdo. Exploro ainda intervenções para mitigar as perceções exageradas da qualidade da explicação instigadas pela presença de jargão e como estas perceções se relacionam com autoavaliações de entendimento sobreconfiantes. No Capítulo III, concentro-me na representação mental que os leigos têm dos cientistas que trabalham em diferentes áreas. A partir de um paradigma de reverse correlation, obtive protótipos faciais de cientistas de diferentes disciplinas, que refletem as crenças dos leigos sobre as características que estes cientistas possuem. Em seguida, pedi a um segundo grupo de participantes para avaliar estas faces em traços e capacidades relacionados com competência e cordialidade. Embora os rostos tenham sido igualmente percebidos como (altamente) competentes, as atribuições de cordialidade foram escalonadas, sendo altas para psicologia, seguidas por biologia e economia, e mais baixas para química e física. No Capítulo IV, abordo as dimensões que os leigos utilizam para pensar sobre diferentes disciplinas, partindo do princípio de que a ciência não é um monólito. Utilizando um paradigma de organização espacial, extraí duas dimensões relevantes, relativas ao objeto da disciplina (natural vs. social) e aos seus métodos (mais vs. menos quantitativos). Disciplinas percebidas como naturais e quantitativas foram associadas a maior confiança, o que, por sua vez, previu mais apoio ao seu financiamento. Além disso, identifiquei que a tendência para os conservadores confiarem, em geral, menos na ciência se dissipa para disciplinas percebidas como quantitativas. Finalmente, no Capítulo V, combino estas conclusões num modelo teórico multinível de crenças leigas sobre ciência que descreve os mecanismos através dos quais esses diferentes tipos de crenças afetam os julgamentos de confiança e outros desfechos relevantes para a ciência, bem como a influência das crenças não científicas nas crenças dos leigos sobre a ciência. | pt |
| dc.description.abstract | Though science has historically been regarded as a trusted institution by the general public, evidence has been accumulating that this social authority is eroding. This trend is concerning, as distrustful societies are unlikely to embrace scientific contributions, and individuals within them may turn to non-experts for advice on scientific matters, rather than to scientists. Therefore, it is crucial to harness a comprehensive understanding of laypeople’s beliefs about science, since these may help explain when and why people are (dis)trustful of it. In an attempt to contribute to this required exhaustive characterization, I explore different levels of lay beliefs about science in three empirical chapters: beliefs about scientific information, beliefs about scientists, and beliefs about specific scientific disciplines. In Chapter II, I turn to the role of scientific jargon in the evaluations that laypeople make of scientific explanations. I find that jargon decreases perceptions of an explanation’s comprehensibility, but – more importantly – that it increases explanatory satisfaction for circular explanations. This is due to jargon being interpreted as filling in for the gaps in an explanation when people cannot use its content to assess it. I explore interventions to puncture inflated perceptions of explanation quality instilled by the presence of jargon and how these perceptions relate to overconfident self-assessments of understanding. In Chapter III, I focus on laypeople’s mental representation of scientists working in different fields. Using a reverse correlation paradigm, I created facial prototypes of scientists from different disciplines, which reflect laypeople’s beliefs about the traits they possess. Then, I asked a separate group of participants to rate them on competence- and warmth-related traits and skills. While the faces were equally perceived as (highly) competent, warmth ascriptions were graded, being high for psychology, followed biology and economy, and lower for chemistry and physics. In Chapter IV, I address the dimensions that laypeople use to think about different disciplines, given that science is not a monolith. Using a spatial arrangement paradigm, I extracted two relevant dimensions, pertaining to the discipline’s topic (natural vs. social) and methods (more vs. less quantitative). Being perceived as a natural and as a quantitative discipline was associated with higher trust, which in turn predicted stronger support for funding. Additionally, I find that the tendency for conservatives to be overall more distrustful of science is dispelled for disciplines perceived as very quantitative. Finally, in Chapter V, I combine these findings into a theoretical multi-level model of lay beliefs about science that describes the mechanisms through which these different types of beliefs impact trust judgments and other science-relevant outcomes, as well as the influence of non-science beliefs on laypeople’s beliefs about science. | en |
| dc.format | application/pdf | |
| dc.identifier.tid | 101773161 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.5/117118 | |
| dc.language.iso | eng | |
| dc.subject | folk epistemology | |
| dc.subject | lay beliefs about science | |
| dc.subject | science skepticism | |
| dc.subject | trust in science | |
| dc.subject | epistemologia leiga | |
| dc.subject | crenças leigas sobre ciência | |
| dc.subject | ceticismo científico | |
| dc.subject | confiança na ciência | |
| dc.title | The psychology of lay beliefs about science | en |
| dc.type | doctoral thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| rcaap.rights | openAccess |
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