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Publicação

O reconhecimento da fala : segmentação explícita e implícita dos constituintes da palavra falada

datacite.subject.fosDomínio/Área científica:: Ciências Sociais::Psicologiapt_PT
dc.contributor.advisorMorais, José, 1943-
dc.contributor.authorVentura, Paulo
dc.date.accessioned2019-10-28T16:44:09Z
dc.date.available2019-10-28T16:44:09Z
dc.date.issued1995
dc.descriptionTese de de Mestrado em Psicologia (Psicologia Cognitiva), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 1995pt_PT
dc.description.abstractO reconhecimento da palavra falada. O fenómeno talvez mais saliente ao ouvir fala em situações quotidianas é que se percebem significados e não propriamente sons: a nossa experiência consciente segue a intenção semântica do interlocutor (Castro, 1992). Esta admirável capacidade de compreensão da fala depende, sem dúvida, da eficácia e da rapidez com que podemos reconhecer as palavras no léxico mental. O reconhecimento da palavra falada não apresenta problemas evidentes para os interlocutores, uma vez que somos capazes de o fazer sem esforço aparente. Estas capacidades constituem grandes dificuldades para quem, como os psicolinguistas, as pretende elucidar e compreender. Os problemas que temos que resolver para conseguir um rápido e preciso reconhecimento de palavras têm sido evidenciados através das dificuldades sentidas pelos cientistas cognitivos ao tentarem simular em computador as capacidades de reconhecimento da palavra falada (cf. por ex: Cooper, Gaitenby e Nye, 1984). Estes problemas são fundamentalmente de três tipos (cf. por ex: Pisoni, 1985; Frauenfelder e Tyler, 1987; Frauenfelder, 1991): 1) o problema da categorização: a fala é variável; cada palavra pode tomar uma forma fonológica diferente cada vez que ó produzida devido, por exemplo, ao contexto, à velocidade com que se fala, às características do próprio falante, etc. A partir destes diferentes exemplares de uma palavra somos, no entanto, capazes de estabelecer uma relação unívoca com uma única entrada no léxico mental ("many-to- one-mapping"); 2) o problema da segmentação: para além de variável, a fala é também contínua. Com efeito, e ao contrário do que ocorre com a escrita, não existem espaçamentos sistemáticos, ou períodos de silêncio, que indiquem o fim de uma palavra ou o início da seguinte. Esta característica contínua da fala levanta o problema do estabelecimento de uma relação entre entradas (o discurso) contínuas e unidades representadas de um modo discreto no léxico mental ("continuous-to-discrete-mapping"); 3) o problema da resolução de ambiguidade: a fala é ambígua; o facto das palavras serem constituídas a partir de um número relativamente restrito de fonemas e de sílabas pode levar à ocorrência de palavras encastradas no interior de outras palavras (por exemplo, as palavras "croque", "roc", "ode" e "code" estão encastradas na palavra "crocodile") e de palavras que "atravessam" duas outras palavras (por exemplo, a sequência de palavras 'un grand ami" contém a palavra "tami"). Esta ambiguidade de uma dada cadeia de fonemas no que diz respeito à sua adequada interpretação lexical vem complicar ainda mais os processos de reconhecimento da fala, uma vez que o estabelecimento de uma relação entre uma dada cadeia sonora e uma dada entrada lexical não garante, por si só, que essa entrada tenha sido realmente produzida ("one-to-many-mapping"). Dada esta complexidade do estímulo fala, o reconhecimento de palavras poderia surgir como algo extremamente difícil, se não mesmo impossível. No entanto, não experimentamos qualquer dificuldade em aceder ao significado a partir deste padrão de estimulação complexo. Os três tipos de problemas mencionados são, em parte, responsáveis pelo facto dos esforços dos investigadores terem incidido, sobretudo, sobre o reconhecimento da palavra escrita. Têm surgido, no entanto, mais recentemente, diversos trabalhos relativos ao reconhecimento da palavra falada, tendo sido propostos, inclusivamente, diversos modelos teóricos (cf. por exemplo: Marslen- Wilson. 1984, 1987; 1990; McClelland e Elman, 1986; Klatt, 1980, 1989; para uma revisão cf. por exemplo: AItmann, 1990). (...)pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10451/40002
dc.language.isoporpt_PT
dc.subjectTeses de mestrado - 1995pt_PT
dc.subjectPsicologia experimental humanapt_PT
dc.subjectProcessos perceptivospt_PT
dc.subjectSegmentação da palavrapt_PT
dc.titleO reconhecimento da fala : segmentação explícita e implícita dos constituintes da palavra faladapt_PT
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
person.familyNameVentura
person.givenNamePaulo
person.identifier.orcid0000-0002-4059-4419
person.identifier.scopus-author-id7102737028
rcaap.rightsrestrictedAccesspt_PT
rcaap.typemasterThesispt_PT
relation.isAuthorOfPublication73233c3e-5377-41ad-9fb5-1488fc644da2
relation.isAuthorOfPublication.latestForDiscovery73233c3e-5377-41ad-9fb5-1488fc644da2
thesis.degree.nameMestrado em Psicologiapt_PT

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