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Avaliação de risco de violência intrafamiliar contra o idoso: a relação com o défice do autocuidado e a funcionalidade da família

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Objetivos: Validar, para a realidade portuguesa, um instrumento de avaliação do risco de idosos sofrerem violência denominado Escala de Avaliação do Risco de Violência Contra Idosos (EARVI); Determinar a relação do risco dos idosos sofrerem violência com o grau de dependência no autocuidado e funcionalidade da família. Métodos: Estudo de abordagem quantitativa do tipo transversal e descritivo, constituído por amostra aleatória, totalizando 228 participantes com idade igual ou superior a 65 anos, residentes nas cidades de Évora, Montemor-o-Novo e Vendas Novas, localizadas na sub-região do Alentejo Central. Para coleta dos dados utilizou-se um formulário constituído pelos instrumentos denominados Mini-Exame do Estado Mental (MMSE), Elderly Nursing Core Set, Apgar Familiar e a Escala de Avaliação do Risco de Violência (EARVI). Este último foi desenvolvido e validado para a realidade portuguesa. Resultados: Na validação da EARVI obteve-se, através da análise fatorial, a extração de quatro componentes que explicaram conjuntamente 44,84% da variância. Todos os itens apresentaram cargas fatoriais acima do ponto de corte. A análise da confiabilidade e validade da escala indicaram propriedades satisfatórias, uma vez que apresentou alfa de Cronbach de 0,74 e uma correlação média inter-item de 0,12. Apresentou ainda bons valores de sensibilidade e especificidade (ambos de 88%). Na aplicação do formulário completo, obteve-se que cerca de 23,2% das pessoas com idade igual ou superior a 65 anos que participaram da pesquisa encontravam-se em risco de experimentar situações de violência praticada por familiares/cuidadores. No Apgar Familiar obteve-se que, na percepção dos idosos, a maioria considera ter uma família com funcionalidade normal (91,2%), e os demais apresentam alguma disfunção (8,8%) seja ela moderada (7,9%) ou severa (0,9%). No que se refere ao défice do autocuidado obteve-se que houve problemas maiores na capacidade funcional em pessoas do sexo feminino, viúvas, que não sabem ler/escrever, que vivem sozinhas e possuem idade mais avançada. Na análise do modelo de regressão linear múltipla com a variável dependente que calcula o risco de violência e com as variáveis independentes “défice do autocuidado” e “funcionalidade familiar”, obteve-se que o modelo explica 31,6% da variação do risco de violência e, de forma global, é estatisticamente significativo (F(2,225) = 51,890; p<.001). Conclusões: A violência é um fenómeno complexo e que, apesar de acontecer desde tempos remotos, ainda existe dificuldade de consenso sobre conceitos e detecção de casos. O uso de instrumentos de rastreio para detetar os idosos em risco de sofrer violência e/ou que sofrem violência é de suma importância nesse processo, uma vez que facilita a tomada de decisão pelos profissionais de saúde ao se depararem com casos de abuso. Dessa forma, a EARVI ao ser desenvolvida e apresentar boas propriedades psicométricas pode ser utilizada nos serviços de saúde como forma complementar na identificação de casos. Além disso, pôde-se observar toda a complexidade que envolve o fenómeno da violência, uma vez que é resultante de diversos fatores de risco, dentre eles a funcionalidade familiar e o défice do autocuidado, confirmados no modelo adotado nesse estudo.

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Envelhecimento Maus-tratos ao idoso Violência Violência Doméstica Saúde do Idoso

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