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Autores
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Resumo(s)
Nonverbal emotional expressions, such as laughter and crying, play a significant role in forming and sustaining social relationships. Vocal emotion expressions involve fluctuations of acoustic cues like pitch, loudness, rhythm, and voice quality. Previous studies show that humans can accurately perceive authenticity from both laughter and crying, and that emotional authenticity influences affective ratings (i.e., valence, arousal) and social trait inferences (i.e., trustworthiness, dominance). Musicians frequently show advantages in emotion perception, resulting from their enhanced auditory skills and sensitivity to subtle acoustic cues. However, it remains unclear if the unique benefits of musical training extend to the perception of more complex socially relevant information, such as authenticity perception and its relationship with social traits. Therefore, we aimed to investigate if musical training affects authenticity perception and social trait inference of laughs and cries. 50 Musicians and 50 Non-musicians listened to spontaneous and volitional laughs and cries and rated them on 9-point Likert scales for authenticity, valence, arousal, trustworthiness, and dominance. Our analysis, using Bayesian mixed models, revealed disparities in the perception of volitional crying and spontaneous laughter between musicians and non-musicians. Consistent with our hypothesis, musicians perceived volitional cries as less authentic compared to non-musicians. However, spontaneous laughter was rated as less arousing, trustworthy, and dominant by musicians (vs non-musicians). Our findings suggest that musical training has an impact on the perception of volitional and spontaneous vocalizations, such as laughs and cries. Specifically, individuals with musical training may have a better ability to perceive authenticity in fake crying and may find
spontaneous laughter less arousing compared to those without musical training. However, further research is needed to fully understand how different aspects of musical background and individual personality variations influence the inference of social traits from vocal emotions.
Expressões emocionais não verbais como o riso e o choro desempenham um papel significativo na formação e manutenção nas interações sociais. Estudos indicam que as pessoas conseguem discernir com facilidade autenticidade tanto no riso como no choro e que a autenticidade, por sua vez, influencia avaliações afetivas (valência, ativação) e a inferência de traços sociais (confiabilidade, dominância). Músicos apresentam frequentemente vantagens na perceção emocional devido às suas habilidades auditivas e sensibilidade a pistas acústicas subtis. No entanto, permanece por explorar se os benefícios do treino musical se estendem à perceção de sinais vocais mais subtis, como a autenticidade e a inferência de traços sociais. Desta forma, o presente estudo examinou se o treino musical afeta a perceção destas características. Neste estudo, 50 músicos e 50 participantes sem treino musical ouviram e classificaram risos e choros espontâneos e voluntários em relação à autenticidade percebida, valência, ativação, confiabilidade e dominância. Os resultados revelaram diferenças significativas entre os dois grupos. Os músicos classificaram os choros voluntários como menos autênticos em comparação com os não-músicos. Além disso, percecionaram também o riso espontâneo como menos ativador, confiável e dominante. Estes resultados sugerem que o treino musical impacta a perceção de emoções vocais não verbais, particularmente risos e choros. Especificamente, indivíduos com formação musical mostraram ter maior capacidade para percecionar autenticidade nos choros voluntários e consideram o riso espontâneo como menos ativador, em comparação com não músicos. Não obstante, são necessários mais estudos para compreender como as variações de personalidade entre os músicos e diferentes tipos de formação musical influenciam a perceção de emoções vocais não verbais.
Expressões emocionais não verbais como o riso e o choro desempenham um papel significativo na formação e manutenção nas interações sociais. Estudos indicam que as pessoas conseguem discernir com facilidade autenticidade tanto no riso como no choro e que a autenticidade, por sua vez, influencia avaliações afetivas (valência, ativação) e a inferência de traços sociais (confiabilidade, dominância). Músicos apresentam frequentemente vantagens na perceção emocional devido às suas habilidades auditivas e sensibilidade a pistas acústicas subtis. No entanto, permanece por explorar se os benefícios do treino musical se estendem à perceção de sinais vocais mais subtis, como a autenticidade e a inferência de traços sociais. Desta forma, o presente estudo examinou se o treino musical afeta a perceção destas características. Neste estudo, 50 músicos e 50 participantes sem treino musical ouviram e classificaram risos e choros espontâneos e voluntários em relação à autenticidade percebida, valência, ativação, confiabilidade e dominância. Os resultados revelaram diferenças significativas entre os dois grupos. Os músicos classificaram os choros voluntários como menos autênticos em comparação com os não-músicos. Além disso, percecionaram também o riso espontâneo como menos ativador, confiável e dominante. Estes resultados sugerem que o treino musical impacta a perceção de emoções vocais não verbais, particularmente risos e choros. Especificamente, indivíduos com formação musical mostraram ter maior capacidade para percecionar autenticidade nos choros voluntários e consideram o riso espontâneo como menos ativador, em comparação com não músicos. Não obstante, são necessários mais estudos para compreender como as variações de personalidade entre os músicos e diferentes tipos de formação musical influenciam a perceção de emoções vocais não verbais.
Descrição
Dissertação de Mestrado Interuniversitário, Neuropsicologia Clínica e Experimental, 2023, Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia
Palavras-chave
Emoções Autenticidade Vocalização emocional Percepção Treino musical Dissertações de mestrado - 2023
