Logo do repositório
 
A carregar...
Miniatura
Publicação

The role of metabolic and behavioral compensations in weight management

Utilize este identificador para referenciar este registo.
Nome:Descrição:Tamanho:Formato: 
2023_Tese Definitiv-_Catarina Nunes.pdf8.25 MBAdobe PDF Ver/Abrir

Resumo(s)

The lack of efficacy of weight loss (WL) interventions can be mostly attributed to low adherence to dietary/physical activity (PA) recommendations. However, metabolic and behavioral compensations are expected to occur as a response to WL. These include decreases in energy expenditure (EE) components, reductions in PA and increases in energy intake (EI). Adaptive thermogenesis (AT), defined as a higher-than-expected decrease in any EE component that is not explained by changes in body composition stores (fat mass and fat-free mass) has been considered a possible barrier to WL and its maintenance. Regardless, evidence is still scarce about the presence and the assessment of these compensatory responses after a moderate WL, as well as some methodological limitations when assessing AT. Therefore, this dissertation presents 6 research papers that results from the Champ4life project, a randomized clinical trial involving a lifestyle intervention aimed to promote a moderate WL targeting former elite athletes who developed overweight/obesity and became inactive. The first study consisted in a systematic review regarding the existence of AT in resting EE (REE), sleeping EE (SEE) and total daily EE as a response to an WL intervention. The results pointed out for some fragilities that needed to be studied further, such as the large variability between and within studies and the lack of consistency among methodologies to predict REE and/or to assess AT. Therefore, the second investigation aimed to compare 13 different methodologies varying in how REE was predicted and/or how AT was calculated. The findings of this study emphasized the substantial impact of the used methodological approach, as AT values varied among participants. The third manuscript aimed to understand if AT occurs after a moderate WL (<10%) and if it is still persists after a period of weight stabilization (8 months). AT occurred after 4 months of WL and remained significant after a successful WL maintenance. Study 4 aimed to understand if AT occurs in other EE components, namely in non-exercise activity thermogenesis (NEAT). Study 5 comprised behavioral compensations, aimed to evaluate the interindividual variability in EI and EE after WL and to understand how changes in EI are associated with changes in PA duration and PAEE. For studies 4 and 5, neither an energy conservation in NEAT nor the existence of behavioral compensations after WL were found. Still, the large variability among participants were considered in both studies, emphasizing the need of analyzing not only the mean values but also the individual WL responses. The last study aimed to explore the impact of WL on intuitive eating and food reward outcomes. The findings revealed that food reward decreased after a moderate WL, as well as a decrease in willingness to allow themselves to eat whatever food is desired when hungry and an increase in better food choices (in terms of matching one’s physical needs). This dissertation contributes substantially to the available literature considering metabolic and behavioral compensations and the large individual variability observed that may occur as a response to WL, emphasizing the challenges that researchers and practitioners might face in WL management. Understanding these compensator responses is crucial to better implement WL interventions that will lead to a successful WL and maintenance of a reduced weight state.
Embora a baixa eficácia das intervenções para perda de peso seja normalmente justificada pela baixa adesão às recomendações dietéticas/atividade física, a existência de compensações metabólicas e comportamentais têm sido sugeridas, incluindo reduções nos componentes do dispêndio energético (DE), reduções na atividade física e o aumento da ingestão energética (IE). A adaptação metabólica (AM), definida como uma diminuição maior do que o esperado em qualquer componente do DE face às alterações da composição corporal (massa gorda e massa isenta de gordura), tem sido considerada uma possível barreira para a perda de peso e a sua manutenção a longo prazo. Porém, juntamente com algumas questões metodológicas relativamente à avaliação da AM, a existência dessas respostas compensatórias após uma perda de peso moderada não é clara. Assim, esta dissertação contém 6 artigos cujos resultados provêm do projeto Champ4life, um ensaio clínico randomizado com uma intervenção do estilo de vida para atletas em fase pós carreira que viviam com excesso de peso/obesidade e que eram considerados inativos, estando o projeto dividido numa fase de perda de peso ativa (4 meses) seguida de uma fase de manutenção do peso perdido (8 meses). O primeiro estudo consistiu numa revisão sistemática relativamente à existência de AM no metabolismo de repouso, DE a dormir e no DE total como resposta a uma intervenção para perda de peso. Os resultados enfatizaram algumas fragilidades que devem ser analisadas com detalhe, como a grande variabilidade entre estudos e entre participantes, tal como a falta de consistência em relação às metodologias utilizadas para predizer o metabolismo de repouso e/ou para calcular a AM. Assim, o segundo estudo teve como objetivo comparar 13 metodologias que diferiam em como o metabolismo de repouso era predito e/ou como a AM era calculada. Os resultados deste estudo enfatizaram o impacto substancial da metodologia escolhida, pois os valores de AM variaram significativamente entre os métodos estudados. O terceiro artigo teve como objetivo perceber se a AM ocorre após uma perda de peso moderada (<10%) e se continua relevante após um período de manutenção de peso. A AM não só ocorreu após 4 meses de perda de peso, como também se manteve significativa após o período de manutenção. O estudo 4 estudou a existência de AM noutros componentes do DE, nomeadamente a AM na atividade física que não é considerada exercício. O 5º artigo estudou a existência de compensações comportamentais, com o objetivo de analisar a variabilidade interindividual na IE e no DE após perda de peso e também em perceber como é que alterações na IE estão associadas com alterações na duração e a energia despendida em atividade física. Apesar de não terem sido encontradas nem uma conservação de energia nesse componente do DE nem compensações comportamentais, a grande variabilidade entre participantes foi considerada nos dois estudos, enfatizando a necessidade de analisar não apenas as médias como também as respostas individuais quando observamos variáveis de perda de peso. O último estudo teve como objetivo explorar o impacto da perda de peso em variáveis de alimentação intuitiva e de recompensa alimentar, observando ainda a relação entre alterações nestes componentes e a composição corporal. Após uma perda moderada de peso, os valores de recompensa alimentar diminuíram, tal como a permissão para comer alimentos desejados quando se está com fome, e ainda um aumento da realização de melhores escolhas alimentares (considerando as necessidades físicas individuais). Esta dissertação contribui substancialmente para a evidência atualmente existente sobre as compensações metabólicas e comportamentais que ocorrem como resposta a uma perda de peso. O entendimento destas respostas compensatórias é importante para implementar intervenções adequadas, que levem a uma perda de peso bemsucedida, bem como a sua manutenção a longo prazo.

Descrição

Palavras-chave

Energy balance Adaptive thermogenesis Energy expenditure Weight loss, body composition Weight loss Body composition Balanço energético Adaptação termogénica Dispêndio energético Perda de peso Composição corporal

Contexto Educativo

Citação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Licença CC