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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Tendo como um dos eixos mais visíveis do seu trabalho uma inquirição dos modos de relação do trabalho artístico com o tecido comunitário circundante, o Teatro do Vestido e as Comédias do Minho preconizam duas maneiras muito diferentes de o entender. Ainda que ao longo da sua história (TdV, f. 2001; CdM, f. 2003) estes dois grupos tenham estabelecido formas muito diversas de se inscreverem artisticamente na comunidade o trabalho com comunidades específicas – de um determinado contexto geográfico, profissional ou social – funcionam recorrentemente como um pólo de atracção para ambos os colectivos. As Comédias do Minho mantêm com a comunidade uma relação mais “tradicional” de inscrição no território. Fundadas em 2003, assumem como objectivo dotar a região onde se inscrevem de um projecto cultural próprio, alicerçado na acção de três eixos de acção: uma companhia de teatro, um projecto pedagógico e um projecto comunitário. O Teatro do Vestido, de Lisboa, fundado por uma equipa pluridisciplinar que pretendia construir os seus próprios textos, ainda que faça da inscrição no território uma prática recorrente, a sua vocação é, mais claramente, a de uma relação electiva com a memória e o documento. Num contexto de aguda precariedade da classe teatral, de erosão da noção de esfera pública e da diminuição do poder de intervenção no domínio colectivo e com uma crescente agnosia pela história, colectivos como as Comédias do Minho e o Teatro do Vestido, de formas radicalmente diversas, vão construindo pontes com a cidade, pugnando contra a corrosão da memória, do sentido de pertença e de comunidade.
Descrição
Palavras-chave
Teatro do Vestido Comédias do Minho Teatro e Memória Teatro e Comunidade Craveiro, Joana Vaz, João Pedro
Contexto Educativo
Citação
“Os Territórios Geográficos e Afectivos das Comédias do Minho e do Teatro do Vestido”, in Rui Pina Coelho (Coord.), Teatro Português Contemporâneo: Experimentalismo, Política, Utopia [Título Provisório]. Lisboa: TNDMII / Bicho-do-Mato, 2017.
