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Resumo(s)
Objetivo: Com este estudo pretende-se fazer uma revisão dos alvos fisiopatológicos dos fármacos biológicos destinados ao tratamento da Artrite reumatoide, a sua eficácia e segurança, bem como analisar os critérios de inclusão e exclusão dos doentes elegíveis para estes tratamentos. Métodos: Foi realizada uma pesquisa sistemática da literatura disponibilizada nas bases de dados científicas online de artigos preferencialmente posteriores a 2010. Resultados: Atualmente estão disponíveis na prática clinica fármacos biológicos com diferentes alvos: agentes anti-TNF (Infliximab, Etanercept, Adalimumab, Golimumab, Certolizumab), antagonista da interleucina-1 (Anacinra), agente anti-CD20 (Rituximab), modulador da co-estimulação células T (Abatacept), e antagonista interleucina-6 (Tocilizumab). Apesar de estes fármacos representarem um importante avanço no tratamento da Artrite Reumatóide, obrigam a cuidadosa vigilância de reações adversas, pois ao atuarem como potentes imunossupressores, existe o risco de induzirem o desenvolvimento de infeções e neoplasias. Conclusões: O tratamento com agentes biológicos permitiu uma melhoria clinicamente relevante da função física dos doentes com Artrite Reumatóide. Contudo, por se tratar de uma terapêutica relativamente recente, está associada a questões de segurança que ainda não se encontram completamente esclarecidas, mas não devem ser menosprezadas. Deve ser ainda considerado que os elevados custos desta terapêutica tem limitado a sua utilização.
Descrição
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2014
Palavras-chave
Artrite Reumatoide Citoquina DMARDs Fármacos Biológicos Infeção Mestrado Integrado - 2014
