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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Neste artigo analisa-se qual foi a importância que o jornal Público atribuiu à questão da avaliação do ensino e à publicação dos rankings escolares relativamente ao total de notícias que publicou sobre a educação no ano 2001, período em que, pela primeira vez em Portugal, foram divulgadas, por acção deste diário, as classificações dos exames nacionais do 12º ano sob a forma de um ranking. A partir da análise de conteúdo realizada a todos os artigos de opinião e cartas ao director subordinadas ao tema educação publicadas ao longo daquele ano neste diário, identifica-se quem participou no processo de construção de opiniões sobre a educação no espaço público do Público, sustentando-se a hipótese de que o espaço mediático encontra-se dominado por um conjunto específico de agentes que, por possuírem fortes volumes de capitais escolares e culturais e por saberem comunicar através da comunicação social, conseguem criar correntes de opinião que vulgarmente são designadas como opinião pública. Demonstra-se, para além disso, como os efeitos cognitivos dos meios de comunicação social, denominados como agenda-setting, condicionaram os processos de reflexividade mediatizados que foram produzidos a respeito da educação no interior do Jornal. Por fim, equaciona-se em que medida é que o próprio Público, ao construir de uma determinada forma a sua agenda sobre educação, orientou as opiniões dos públicos para as questões da avaliação da qualidade do ensino e para a divulgação dos rankings escolares.
Descrição
Palavras-chave
Opinion makers Avaliação escolar Rankings escolares Efeitos cognitivos Público
Contexto Educativo
Citação
Melo, M. B. P. (2005). Os circuitos da reflexividade mediatizada: apresentação de dados preliminares. Análise Social, 176, 595-617.
