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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este capítulo procura perceber como é que a celebração de
um movimento arquitetónico definido pelas suas dimensões
universalistas e internacionais acabou por se transformar num
instrumento de construção nacionalista. Em termos conceptuais,
pretendo relacionar a criação de campos de atividade específicos
com a produção de representações hegemónicas sobre a história
e a identidade nacionais. Por "campo de atividade" - conceito
bem-conhecido cunhado por Bourdieu - entende-se um espaço
particular de relações e de lutas onde são gerados certos tipos de
racionalidade e de categorias de perceção e apreciação. Nestes
campos, certas crenças tornam-se hegemónicas e vitais para a auto-
preservação dos sistemas de trocas materiais e simbólicas. A
sedimentação de um campo, baseada numa luta constante pela
sua autonomia, pressupõe normalmente a criação de uma história
coletiva, uma "sociodiceia" disputada (isto é, uma odisseia social
que justifica uma mundivisão particular e a ordem social que a
acompanha), cuja lógica é mantida por um discurso interno.
Descrição
Palavras-chave
Arquitetura Colonialismo Arquitetura colonial portuguesa
Contexto Educativo
Citação
Domingos, N. (2020). Arquiteturas coloniais. Planeamento urbano e a representação da história imperial portuguesa. In Cruz, B. P. da (Ed.), (Des)controlo em Luanda: Urbanismo, polícia e lazer nos musseques do Império, pp. 25-59. Outro Modo. Cooperativa Cultural
