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Resumo(s)
In veterinary medicine, recent studies have shed light on the importance of the gut microbiota in immune-mediated diseases such as canine atopic dermatitis (CAD), much like what happened to its human counterpart human Atopic dermatitis (hAD). Short-chain fatty acids (SCFAs) are one of the most important metabolites from the fermentation of carbohydrates by the gut microbiota. The main SCFAs produced are acetic (C2), propionic (C3), and butyric (C4) acids. These compounds have received particular interest in human medicine as infants and adults with atopic dermatitis have lower fecal concentrations of these acids. These metabolites have even been used as therapeutical options in hAD. To determine possible differences in fecal concentrations of SCFAs in CAD patients, feces from 25 dogs diagnosed with CAD were collected and analyzed with a Gas-chromatography (GC) method. The outcomes were compared with the results of 27 healthy control dogs. Statistical tests evaluated significant differences between CAD and healthy dogs in C2, C3, and C4 concentrations. Moreover, all enrolled dogs were assessed for the severity of their skin lesions through a Canine Atopic Dermatitis Extent and Severity Index (CADESI-04), pruritus level using a pruritus Visual Analog Score (pVAS), and ongoing medications. Furthermore, to evaluate the presence of gastrointestinal signs, a canine inflammatory bowel disease activity index (CIBDAI) was calculated, and characterization of the feces’ consistency, as well as eructation, borborygmi, anal pruritus, and flatulence frequencies were recorded. An adapted score for allergic rhinitis was also performed. Lastly, a canine allergic conjunctivitis (cAC) score was performed in 16 of the CAD patients. CADESI-04 scores showed a positive correlation with pVAS and a negative association with pica scores. We also found significant correlations between the following: feces consistency scores and pica; eructation and borborygmi scores; and CIBDAI scores and pVAS. Lastly, both medication scores were significantly correlated with flatulence levels. To conclude, this study shows an intriguing new potential link between AGCC and CAD. It has also enlightened the potential links between allergic manifestations exhibited by dogs with CAD
RESUMO - PARA ALÉM DA PELE: CONCENTRAÇÕES DE ÁCIDOS GORDOS DE CADEIA CURTA FECAIS E MANIFESTAÇÕES DE ALERGIA EM CÃES COM DERMATITE ATÓPICA - Em medicina veterinária, à semelhança das tendências observadas nos estudos de medicina humana, tem-se vindo a reconhecer cada vez mais ligações entre a microbiota gastrointestinal e doenças imunomediadas, como a dermatite atópica canina (DAC). Os ácidos gordos de cadeia curta (AGCC) são dos principais metabolitos bacterianos produzidos após a fermentação gastrointestinal de hidratos de carbono, tanto em cães como em pessoas. Os principais AGCC são o ácido acético (C2), propiónico (C3) e butírico (C4). Tem se verificado um interesse crescente nestes metabolitos em medicina humana uma vez que crianças e adultos com Dermatite Atópica (DA) demonstraram ter concentrações fecais inferiores destes metabolitos. Para além disso, a utilização de AGCC mostrou benefícios terapêuticos em doentes com esta doença. Por esta razão, o principal objetivo deste estudo foi averiguar a concentração destes compostos nas fezes de cães com DAC. Para isso, foram analisadas fezes de 25 cães com DAC com um método de cromatografia gasosa e os resultados foram comparados com um grupo controlo de 27 cães saudáveis. C2, C3 e C4 mostraram diferenças estatisticamente relevantes entre cães com DAC e saudáveis. Todos os cães com DAC foram também avaliados consoante Canine Atopic Dermatitis Extent and Severity Index (CADESI)- 04, pruritus visual analog scale (pVAS) e as medicações utilizadas aquando do recrutamento. As manifestações gastrointestinais foram registadas consoante o canine inflammatory bowel disease activity index (CIBDAI), assim como uma caracterização da consistência das fezes. Foram também avaliadas frequências de eructação, borborigmos, prurido anal e flatulência. Foi desenvolvido e aplicado um score adaptado para a rinite alérgica. Por fim, foi utilizado um score de conjuntivite alérgica canina para avaliar 16 dos cães com DAC. Existiu também uma correlação positiva entre o CADESI-04 com níveis de pVAS e correlações negativas com frequências de picacismo. Foram descobertos resultados significativos entre a consistência fecal e scores de picacismo; entre scores de eructação e de borborigmo; assim como entre CIBDAI e o nível de pVAS. Para terminar, os scores medicamentosos utilizados mostraram resultados positivos com o score de flatulência. Concluindo, este estudo demonstrou uma intrigante conexão entre os AGCC e DAC. Para além disso, ajudou na clarificação de possíveis associações existentes entre as diferentes manifestações alérgicas em cães
RESUMO - PARA ALÉM DA PELE: CONCENTRAÇÕES DE ÁCIDOS GORDOS DE CADEIA CURTA FECAIS E MANIFESTAÇÕES DE ALERGIA EM CÃES COM DERMATITE ATÓPICA - Em medicina veterinária, à semelhança das tendências observadas nos estudos de medicina humana, tem-se vindo a reconhecer cada vez mais ligações entre a microbiota gastrointestinal e doenças imunomediadas, como a dermatite atópica canina (DAC). Os ácidos gordos de cadeia curta (AGCC) são dos principais metabolitos bacterianos produzidos após a fermentação gastrointestinal de hidratos de carbono, tanto em cães como em pessoas. Os principais AGCC são o ácido acético (C2), propiónico (C3) e butírico (C4). Tem se verificado um interesse crescente nestes metabolitos em medicina humana uma vez que crianças e adultos com Dermatite Atópica (DA) demonstraram ter concentrações fecais inferiores destes metabolitos. Para além disso, a utilização de AGCC mostrou benefícios terapêuticos em doentes com esta doença. Por esta razão, o principal objetivo deste estudo foi averiguar a concentração destes compostos nas fezes de cães com DAC. Para isso, foram analisadas fezes de 25 cães com DAC com um método de cromatografia gasosa e os resultados foram comparados com um grupo controlo de 27 cães saudáveis. C2, C3 e C4 mostraram diferenças estatisticamente relevantes entre cães com DAC e saudáveis. Todos os cães com DAC foram também avaliados consoante Canine Atopic Dermatitis Extent and Severity Index (CADESI)- 04, pruritus visual analog scale (pVAS) e as medicações utilizadas aquando do recrutamento. As manifestações gastrointestinais foram registadas consoante o canine inflammatory bowel disease activity index (CIBDAI), assim como uma caracterização da consistência das fezes. Foram também avaliadas frequências de eructação, borborigmos, prurido anal e flatulência. Foi desenvolvido e aplicado um score adaptado para a rinite alérgica. Por fim, foi utilizado um score de conjuntivite alérgica canina para avaliar 16 dos cães com DAC. Existiu também uma correlação positiva entre o CADESI-04 com níveis de pVAS e correlações negativas com frequências de picacismo. Foram descobertos resultados significativos entre a consistência fecal e scores de picacismo; entre scores de eructação e de borborigmo; assim como entre CIBDAI e o nível de pVAS. Para terminar, os scores medicamentosos utilizados mostraram resultados positivos com o score de flatulência. Concluindo, este estudo demonstrou uma intrigante conexão entre os AGCC e DAC. Para além disso, ajudou na clarificação de possíveis associações existentes entre as diferentes manifestações alérgicas em cães
Descrição
Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária, área científica de Clínica
Palavras-chave
Atopic dermatitis Short-chain fatty acid Fecal bacterial metabolites Dogs Dermatite atópica Ácidos gordos de cadeia curta Metabolitos bacterianos fecais Cães
Contexto Educativo
Citação
Gonçalves MA. 2024. Beyond the skin : fecal short-chain fatty acid concentrations and allergic manifestations in dogs with atopic dermatitis [master's thesis]. Lisboa: FMV-Universidade de Lisboa
Editora
Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina Veterinária
