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Cultura popular e identidades Colonialismo-tardio, pós-colonialismo e cultura popular nos subúrbios de Maputo: um olhar a partir da marrabenta (1945-1987)

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Neste artigo, trilhando um caminho preliminar sobre uma vasta bibliografia que têm se assomado na última década, pretendo explorar alguns aspectos referentes as pesquisas que abordam aspectos das transformações cotidianas na vida de homens e mulheres dos subúrbios de Maputo, a “música popular” urbana, o surgimento de uma classe de músicos moçambicanos, como Alexandre Langa e Fany Mpfumo, e de ritmos musicais, como o smanje-manje e a marrabenta. O recorte cronológico proposto é justificado no sentido de buscar abarcar uma visão a partir “de baixo”. Nesse sentido, a análise que proponho parte do pressuposto de abordar a bibliografia existente a partir de suas interpretações – ou não – de aspectos socioculturais das perspectivas dos próprios sujeitos sociais no passado. O objetivo é de apresentar um olhar para a vida daqueles que não necessariamente estiveram envolvidos diretamente com as transformações políticas e econômicas pelas quais passou Moçambique durante esse período e que não necessariamente estiveram em acordo com os esforços de rupturas promovidos pelas lideranças dos movimentos que estiveram na dianteira da alternação do poder colonial para o que foi desenvolvido no período pós-colonial. Nesta empreitada, tento seguir alguns dos traços que trilhei ao longo das minhas investigações recentes, que, resumidamente, se concentraram em analisar as maneiras pelas quais formas de dançar e cantar das populações africanas sul-moçambicanas interagiram com o colonialismo português ao longo da primeira metade do século XX (Pereira, 2019a, 2019b). Avançando cronologicamente para o período pós-1945, marcado por intensas transformações, busco analisar os subúrbios da capital moçambicana, os novos ritmos musicais que pululavam nas esquinas, bares, associações, quintais, e outros espaços de interação entre mundos distintos existentes na periferia da capital, as formas de lazer e as ideias sobre o lazer, suas relações com o mundo do trabalho, com o desenrolar das causas nacionalistas e com os projetos pós-coloniais. O texto é composto por três partes. Na primeira apresento algumas questões sobre os contextos históricos e problematizações historiográficas sobre o colonialismo e o póscolonialismo no sul de Moçambique. Em seguida, exploro questões sobre o debate bibliográfico existente ao redor da noção de “cultura popular” para os estudos do passado africano e das pesquisas existentes sobre aspectos artísticos da produção moçambicana, enfocando nos trabalhos existentes sobre o ritmo musical marrabenta. Por último, apresento algumas reflexões e questões que pretendo desenvolver nos próximos anos.

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Pereira, M. S. (2020). Cultura popular e identidades Colonialismo-tardio, pós-colonialismo e cultura popular nos subúrbios de Maputo: um olhar a partir da marrabenta (1945-1987). Africana Studia. Revista Internacional de Estudos Africanos/International Journal of African Studies, 34, 95-115

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