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Publicação

Alienação, deserto e naufrágio : três metáforas para uma compreensão da geometria do tempo em Hannah Arendt

dc.contributor.advisorAssunção, Maria Cristina Beckert de, 1956-por
dc.contributor.authorAmaral, Margarida
dc.date.accessioned2011-03-14T15:07:53Z
dc.date.available2011-03-14T15:07:53Z
dc.date.issued2010
dc.descriptionTese de doutoramento, Filosofia (Filosofia Contemporânea), Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras, 2011por
dc.description.abstractEste estudo surgiu da intuição de que o desenho geométrico do tempo, apresentado apenas em The Life of the Mind, condensa as múltiplas referências ao conceito de tempo que podemos descobrir ao longo da obra de Hannah Arendt. Ali encontramos o presente, situado no vértice do ângulo recto, o passado horizontal, o futuro vertical e o presente intemporal que se ergue numa linha diagonal. Este presente intemporal, esta linha diagonal – que é, sem dúvida, o motivo da construção do desenho – é o tempo de um pensar que, da sua janela privilegiada situada no mundo e no tempo, assiste à importância de toda a geometria, bem como à diluição a que o seu vértice e as suas linhas têm sido condenados. As metáforas da alienação, do naufrágio e do deserto são a representação desta diluição, da incapacidade actual de uma vivência plena no mundo, enquadrada pelas linhas que compõem o desenho geométrico do tempo. A alienação da Terra e do mundo questiona a possibilidade de vivenciarmos um presente intenso e potencialmente imortal, que, enquanto tal, depende da capacidade para enfrentarmos o futuro vertical e da atenção que devemos dar à horizontalidade do nosso passado. O deserto contraria esta atenção, e o naufrágio, aquela capacidade. Mas estará, porventura, nas mãos deste eu pensante atento ao mundo, aquele que compreende a importância de um regresso à Terra, da cultura e da salvação do naufrágio, a possibilidade de reanimar as linhas e o vértice do tempo. A esperança desta reanimação move um projecto em que o próprio pensar se alia à cultura e à política, manifestando plenamente o seu amor mundi.por
dc.description.sponsorshipFundação para a Ciência e a Tecnologiapor
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10451/2685
dc.language.isoporpor
dc.subjectArendt, Hannah, 1906-1975por
dc.subjectTempo (Filosofia)por
dc.subjectFilosofia políticapor
dc.subjectFilosofia culturalpor
dc.subjectTeses de doutoramento - 2011por
dc.titleAlienação, deserto e naufrágio : três metáforas para uma compreensão da geometria do tempo em Hannah Arendtpor
dc.typedoctoral thesis
dspace.entity.typePublication
person.familyNameGomes Amaral
person.givenNameMargarida
person.identifier.ciencia-id1512-A129-56AE
rcaap.rightsopenAccesseng
rcaap.typedoctoralThesiseng
relation.isAuthorOfPublication4c9a7674-963e-419b-b1ef-de19265fa5cc
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