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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
"Estamos firmemente convictos de que a a finalidade
última do exame psicológico em contexto educativo é a de
promover o bem-estar das crianças que são examinadas" afirma
George Helton no prefácio de uma sua obra sobre avaliação
psicológica (Helton et. al. , 1982, p.XV).
Na mesma convicção se alicerça este trabalho.
Na sua origem estão preocupações de natureza
cientifica, pedagógica e moral, decorrentes de uma longa
prática de actividade docente da autora, no 1º Ciclo do
Ensino Básico, e do confronto com múltiplas e complexas
situações de insucesso que a Escola parece impotente para
solucionar. Preocupações acrescidas com a actual
participação na formação de Professores e a consciência de
que o problema do insucesso lhes levanta algumas das mais
dramáticas interrogações sobre a eficácia da sua intervenção
e sobre o próprio papel da Escola no desenvolvimento do
aluno.
A investigação que se apresenta pretendeu explorar uma
das possíveis vias de acesso à compreensão do fenómeno do
insucesso: a relação entre a inteligência e o rendimento
escolar.
É sabido que se encontram diferenças notáveis no
domínio das aquisições escolares entre crianças que recebem
o mesmo tipo de ensino, e que essas diferenças são
imputadas, em larga escala, às competências cognitivas, se
bem que se reconheça que uma variedade considerável de
aspectos psicológicos, de natureza não intelectual,
interferem no rendimento académico. Estimar o capital de
conhecimento e capacidades de que a criança dispõe para se
defrontar com as exigências escolares afigura-se um passo
importante para compreender o seu desempenho.
A psicologia diferencial tem-se interessado em
esclarecer as diferenças entre as pessoas e os grupos
elegendo como instrumento privilegiado de observação os
testes psicológicos.
Devido à relação consistentemente encontrada entre
nível intelectual e rendimento escolar, os testes de aptidão
geral contam-se entre os mais utilizados na área da
educação .
Com efeito, os resultados nos testes de inteligência
afirmam-se como bons preditores do sucesso escolar e, em
particular, o índice de capacidade intelectual geral, que é
expresso por um quociente de inteligência, tem-se revelado
como um indicador fiável das capacidades de resposta das
crianças às exigências da aprendizagem formal.
A aplicação de escalas de inteligência em contexto
educativo implica geralmente a opção por provas colectivas
que permitem a avaliação simultânea de vários alunos e maior
objectividade e rapidez no apuramento dos resultados. A
opção comporta os riscos inerentes às aplicações em grupo,
com prejuízo para a recolha de dados qualitativos pessoais
de interesse para a caracterização do sujeito.
Dispõe-se actualmente no nosso país de uma bateria
colectiva de inteligência - a Escala Colectiva de Nível
Intelectual (ECNI) - da autoria de Pierre Benedetto, que foi
adaptada para a população portuguesa, e se destina à
avaliação de crianças escolarizadas, com idades
compreendidas entre os 6 e os 13 anos, a frequentar o 1º e
2º Ciclos do Ensino Básico.
Afigurou-se oportuno, na perspectiva que anima este
trabalho, averiguar o valor preditivo dos resultados obtidos
com essa Escala, em termos do sucesso na escola.
Constitui-se, assim, objectivo da presente investigação o
estudo da relação entre o nível intelectual, avaliado pela
Escala Colectiva de Nível Intelectual, e os resultados
escolares, obtidos através da classificação atribuída pelo
professor,
O estudo incide sobre uma amostra de alunos do 1º e do
3º ano, do 1º Ciclo do Ensino Básico, e utiliza os Cadernos
I e II da referida Escala.
Descrição
Dissertação de Mestrado em Ciências da Educação (Psicologia da Educação), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 1993
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1993 Processo educativo Aprendizagem Rendimento dos alunos Inteligência Ensino básico
