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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Os atletas na pós-carreira representam um grupo de pessoas pouco estudadas que alteraram o estilo de vida após o final da carreira desportiva adotando menos atividade física e traduzindo-se num eventual declínio da aptidão física e força muscular.
Objetivo: Os objetivos da presente dissertação conduzida num grupo de homens e mulheres atletas na pós-carreira, com excesso de peso/obesidade e inativos incluem: a) caraterizar a qualidade muscular; b) analisar associações entre a composição corporal ao nível molecular, tecidular e de corpo inteiro com a força muscular dos membros inferiores e superiores.
Métodos: Foram avaliadas 91 atletas na pós-carreira inativos e com sobrecarga ponderal, de ambos os sexos (43,2 ± 9,5 anos; Índice de Massa Corporal (IMC): 31,0 ± 4,0 kg). A qualidade muscular foi determinada com valores de testes de força muscular e o tecido muscular, segundo o modelo de Barbat-Artigas. A Absorção Radiológica de Dupla Energia (DXA) foi usada para determinar as variáveis da componente molecular e, através das mesmas, componentes do nível tecidular. Os valores das medidas de corpo inteiro foram retirados através da antropometria. Também foi realizada uma correlação simples entre os diferentes métodos de composição corporal e a força e, posteriormente, uma correlação parcial ajustada à idade e IMC com as mesmas variáveis.
Resultados: A qualidade muscular da amostra total relativamente ao braço direito apresenta valores fracos/muito fracos em cerca de 31%. Observou-se uma associação positiva em ambos os géneros entre a força de preensão manual com as variáveis de Massa Isenta de Gordura (MIG) total e regional, Massa Isenta de Cordura e Osso (MIGO) total e regional. As variáveis de Conteúdo Mineral Ósseo (CMO) total e regional apresentam uma forte relação com ambos os testes de força no género masculino. Conclusão: Esta dissertação revelou que os atletas na pós-carreira com excesso de peso/obesidade e inativos, 31% apresentam uma qualidade muscular dos membros superiores fraca a muito fraca. Adicionalmente os nossos resultados mostram que neste grupo populacional, quem apresenta valores mais altos de MIG e MIGO total e regional e de tecido muscular, maior é força muscular dos membros superiores e inferiores em homens e mulheres na pós-carreira.
