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As raparigas portuguesas vão aos liceus do Estado Novo. Uma educação diferenciada no cumprimento de um ideário (1936-1947)

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Resumo(s)

Ao iniciar-se o desenvolvimento dos Estudos sobre as Mulheres a partir dos anos 70 do século XX, a temática da Educação não se vê excluída. A consciência, crescente, de que a História da Educação nunca esteve alheia à determinante género, nem foi consensual quanto ao modelo educativo feminino ou quanto ao papel educativo da mulher, apela a uma compreensão alargada do modo como a educação tem construído e reproduzido a(s)identidade(s) social(is) da mulher. Encontrando-se do ponto de vista epistemológico a História das Mulheres numa fase dita “cumulativa”, o estudo da articulação entre esta área do conhecimento e a História da Educação, pode ele, assim, contribuir para a sua compreensão e sistematização. A opção por estudar o Curso Especial de Educação Familiar, criado pelo Estado Novo, reequacionado a partir da ideia de educação como uma construção social, parece-nos permitir perspectivá-la como um fenómeno social que, de forma explícita ou implícita, reconheceu ou recusou à mulher a dimensão de cidadania activa. Sabemos que o nosso contributo fica muito aquém da justa homenagem, devida por todos nós, à Professora Zília Osório de Castro, uma das grandes impulsionadoras do desenvolvimento em Portugal dos Estudos sobre as Mulheres, pela obra publicada, a que acresce o seu empenhamento na afirmação do estatuto de cientificidade dos mesmos, tendo criado, por exemplo, no meio académico um Centro de Estudos sobre o feminino e associando a sua incrementação à produção de uma revista científica – Faces de Eva.

Descrição

Palavras-chave

História da Educação Educação feminina Portugal Liceus

Contexto Educativo

Citação

Tomé, I. et al. (coord.). Olhares sobre mulheres. Homenagem a Zília Osório de Castro. (pp. 41-54). Lisboa: CESNOVA- Centro de Estudos de Sociologia da Nova.

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