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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
No conjunto de controvérsias que dividiram a exegese platónica dos
últimos cinquenta a cem anos, como a chamada ‘questão socrática’, o
problema da unidade ou evolução do pensamento platónico ou o da
cronologia dos diálogos, aquela que ainda hoje se afigura como mais
fracturante é seguramente a das ‘doutrinas não-escritas’.
O motivo principal da pertinácia historicamente demonstrada por esta
controvérsia deve-se ao facto de existir no interior dos comentadores de
Platão uma corrente, minoritária, mas influente – a chamada ‘escola de
Tübingen’ ou ‘de Tübingen-Milão’, onde se destacam Hans-Joachim Krämer,
Konrad Gaiser e, mais recentemente, Thomas Szlezak e Giovani Reale –,
para quem a verdadeira filosofia platónica corresponde à das suas ‘doutrinas
não-escritas’, por oposição àquelas escritas nas suas obras publicadas, os
diálogos.
No presente texto, gostaria de contribuir para uma reavaliação desta
controvérsia e, em especial da posição nela assumida pela escola de Tübingen,
na perspectiva de determinar qual o valor que deve ser respectivamente
atribuído aos diálogos platónicos e às reconstituições modernas das alegadas doutrinas não-escritas de Platão como modo de acesso privilegiado à filosofia
do Mestre Ateniense.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
MESQUITA, António Pedro (2018) - Doutrinas não-escritas. In Cornelli, Gabriele; Lopes, Rodolfo (coord.) - Platão. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra. ISBN: 978-989-26-1595-0, pp. 55-75.
Editora
Imprensa da Universidade de Coimbra
