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Habitação colaborativa : Projeto de transformação de um espaço industrial em Marvila

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Resumo(s)

Há uma crescente pressão sobre o espaço que temos à nossa disposição. O valor do espaço nas cidades está a tornar-se insustentável, o que leva as pessoas a compactar a sua vida no mínimo espaço possível. O espaço habitado por pessoa está a diminuir, não só em dimensão mas também em qualidade, fenómeno ao qual assistimos nas cidades de grande densidade populacional. A habitação urbana está condicionada pelo conflito permanente entre o seu valor como espaço vivido (valor de uso), e o seu valor como meio de lucro (valor de troca). Sendo um foco essencial da presente proposta entender a importância de uma lógica mais colaborativa de habitar as cidades em rápido crescimento, propondo uma alternativa de eliminação da propriedade privada da casa e de uma maior socialização do espaço doméstico. Reforçando a importância da casa como um direito básico universal, e não como um activo ao serviço do imobiliário, são necessárias alternativas que contrariem a atual predominância da habitação familiar privada. Longe de ser apenas um espaço privado, a habitação é política e fundamental. Pensar a habitação é pensar em apropriação, em propriedade, pensar a habitação na cidade também deveria significar pensar em comunidade, cidade como um bem comum. Recuperando o lema “O direito à cidade”, de Henri Lefebvre (1968), é restaurada a urgência de, cooperando, produzirmos a cidade como obra coletiva. No presente trabalho será testada uma proposta de habitação colaborativa, através da transformação de uma grande área de armazéns industriais em Marvila, gerando-se novas passagens urbanas, que contribuem para uma maior proximidade ao serviço da cidade e das pessoas.
There is growing pressure on the space we have at our disposal. The value of space in cities is becoming unsustainable, which leads people to compress their lives into the smallest possible space. The inhabited space per person is decreasing, not only in size but also in quality, a phenomenon we are witnessing in densely populated cities. Urban housing is conditioned by the ongoing conflict between its value as lived space (use value) and its value as a means of profit (exchange value). An essential focus of this proposal is to understand the importance of a more collaborative logic in inhabiting rapidly growing cities, proposing an alternative that eliminates private homeownership and promotes greater socialization of domestic space. Emphasizing the importance of housing as a universal basic right, and not as an asset for real estate speculation, alternatives are needed to counteract the current predominance of private family housing. Far from being just a private space, the awareness that housing is political is fundamental. Thinking about housing means thinking about appropriation, about ownership; thinking about housing in the city should also mean thinking about community, city as a common good. Recalling Henri Lefebvre’s slogan “The Right to the City” (1968), the urgency is restored to cooperatively produce the city as a collective work. In this work, a proposal for collaborative housing will be tested through the transformation of a large industrial warehouse area in Marvila, generating new urban passages that contribute to greater proximity, serving the city and its people.

Descrição

Dissertação de mestrado, Arquitetura, 2024, Universidade de Lisboa, Faculdade de Arquitetura

Palavras-chave

Urban Housing Property Common Transformation Proximity Habitação urbana Propriedade Comum Transformação Proximidade

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

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