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Resumo(s)
Conjunto de práticas codificadas, estruturadas e universalmente
partilháveis, o desporto moderno disseminou-se desde
meados do século XIX. Da sua origem europeia, resultado das
condições particulares que caracterizavam a sociedade inglesa,
o processo de desportivização (Elias 1971, 92) alcançou outros
cantos do mundo, normalmente à boleia da diáspora britânica.
Os ingleses, nos territórios onde detinham a soberania, mas
também por todo o lado onde exploravam negócios, no comércio
e na indústria, foram os pioneiros que organizaram em inúmeras
regiões os primeiros clubes e competições. Neste quadro
de expansão dos jogos desportivos modernos, ligado à criação
de redes comerciais, à urbanização, ao incremento da divisão
social do trabalho, o colonialismo abriu caminho à difusão
destas práticas e consumos. Nos territórios que completavam
o edifício colonial português, as colónias africanas de Angola,
Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe,
as possessões indianas (Goa, Damão e Diu) e ainda Macau e
Timor-Leste, os jogos desportivos modernos acompanharam o fenômeno colonial. Recebendo o desporto moderno pelas vias
abertas pelo colonialismo, as sociedades sob domínio colonial
português apresentavam diferenças importantes em relação aos
aspectos fundamentais que enquadram o surgimento das formas
desportivas modernas, nomeadamente no que concerne à
presença do Estado, ao desenvolvimento da urbanização e das
atividades econômicas, à demografia e às relações entre classes e
grupos de interesse variados.
Descrição
Palavras-chave
História do desporto Colonialismo português
Contexto Educativo
Citação
Domingos, N. (2013). O campo de desportivização imperial português. In Nascimento, A., Bittencourt, M., Domingos, N. & Melo, V. A. De (orgs) (2013). Esporte e lazer na África: novos olhares (pp. 81-107). Rio de Janeiro: 7Letras
