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Orientador(es)
Resumo(s)
Nas vésperas da instalação da Inquisição em Portugal, inquietavam-se os ânimos de cristãos-velhos e de conversos, provocando exaltações e revoltas, por palavras e acções, nas ruas e em Cortes. Tal facto despertaria indubitavelmente a atenção das instâncias régias.
Num meio particularmente sensível à jurisdição régia e à disciplina social, o das finanças públicas, as fontes igualmente revelam tensões na década de 30 de Quinhentos.
Muitos oficiais das finanças distribuídos pelo reino são conversos, ocupando lugares que vão desde a alta tesouraria do reino ou da alfândega de Lisboa a ofícios de almoxarife, contador ou recebedor das sisas de diversos lugares.
Os documentos registados na Chancelaria Régia revelam, entre outros fenómenos, o da clandestinidade judaica e os sentimentos de ameaça, o medo e a fuga, a denúncia, assim como o espoletar de acções de inquirição e de redistribuição de ofícios, acompanhadas de repercussões no campo social, económico e de justiça.
Este artigo visa apontar hiatos na historiografia sobre o período moderno e, futuramente, conduzir a investigações sistemáticas e aprofundadas no âmbito da história económica, social e das mentalidades.
Descrição
Palavras-chave
Conversos Finanças régias Clandestinidade Denúncia
Contexto Educativo
Citação
CRUZ, Maria Leonor García da, “Conversos e finanças régias em Portugal no século XVI: Tensões, fugas e soluções”, in As Diásporas dos Judeus e Cristãos-Novos de Origem Ibérica entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico. Estudos (Org.José Alberto R. Silva Tavim, Hugo Martins, Ana Pereira Ferreira, Ângela Sofia Benoliel Coutinho, Miguel Andrade), Lisboa, Centro de História da Universidade de Lisboa, 73-92. ISBN: 978-989-8068-26-2.
Editora
Centro de História da Universidade de Lisboa
