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Implantes cocleares : diferentes abordagens cirúrgicas e possíveis complicações

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Resumo(s)

A implantação coclear, primeiramente realizada em 1961, estabeleceu-se como o principal recurso no tratamento da surdez profunda, já desde o fim do século XX. Os implantes captam o som do ambiente e transformam-no em estímulo elétrico, para transmissão através de um elétrodo ao nível da cóclea. A abordagem cirúrgica usada originalmente, mastoidectomia com timpanotomia posterior, ainda é considerada o procedimento standard usado na implantação. A incisão, originalmente extensa, póstero-auricular, em C aberto anteriormente, foi evoluindo, tendo-se estabelecido agora uma incisão mais curta, em J invertido, como a mais utilizada e aceite. Uma incisão de acesso mínimo, oblíqua, com cerca de 3 centímetros, tem vindo nos últimos anos a ser desenvolvida e defendida por vários cirurgiões como uma alternativa preferível. Ao nível da inserção do elétrodo na cóclea, a cocleostomia suave e a abordagem pela janela redonda são duas alternativas discutidas, principalmente quando o doente ainda tem alguma audição residual, pelo potencial de preservação da mesma e estimulação eletroacústica. As abordagens transcanal e supra-meática são duas alternativas à abordagem clássica, com vantagens principalmente ao nível da proteção do nervo facial e desnecessidade de mastoidectomia extensa. Outras, como a abordagem pela fossa média, a mastoidectomia em cavidade aberta ou a petrosectomia subtotal, também poderão ser úteis, principalmente em casos mais particulares. Com novas tecnologias em desenvolvimento, destacando-se por exemplo os implantes cocleares totalmente implantáveis e a programação remota dos implantes, o futuro da implantação coclear é prometedor, perspetivando-se a continuação do crescimento do impacto positivo que tem na qualidade de vida dos implantados.
Cochlear implantation, performed for the first time in 1961, has established itself as the main resource for treating profound hearing loss, since the end of the 20th century. The implants capture environmental sound and transform it into an electrical stimulus, for transmission to the cochlea through an electrode array. The original surgical approach, mastoidectomy with posterior tympanothomy, is still considered the standard procedure for the implantation. The incision, originally extense, C-shaped and opened anteriorly, has evolved, and now a shorter, inverted J-shaped incision, is the most used and accepted. In recent years, a minimal access incision, oblique, around 3 centimetres long, has been developed and defended by various surgeons as a preferable alternative. Regarding electrode insertion into the cochlea, soft surgery cochleostomy and the round window approach are two debated alternatives, mainly when the patient still has residual hearing, because of its potential preservation and electroacoustic stimulation. The transcanal and suprameatal approaches are two alternatives to the classic approach, with advantages chiefly regarding to facial nerve protection and avoiding extensive mastoidectomy. Others, such as the middle fossa approach, canal wall down mastoidectomy or subtotal petrosectomy, may also be useful, especially in more particular cases. With new technologies in development, such as, for example, totally implantable cochlear implants and remote programming of implants, the future of cochlear implantation is promising, with perspectives of continuing growth of its positive impact on the implanted patients’ quality of life.

Descrição

Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2017

Palavras-chave

Implantes cocleares Surdez profunda Cirurgia Otorrinolaringologia

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