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Orientador(es)
Resumo(s)
This report describes the Student Teaching Practice done within the scope of
the Master’s in Teaching English in the 1st Cycle of Basic Education (2017-2019) at
the University of Lisbon.
Said practice took place between the 9th of April and the 10th of May 2018 at
the Centro de Educação e Desenvolvimento Nossa Senhora da Conceição of Casa
Pia de Lisboa, with a fourth-grade class, and throughout ten 45-minute lessons
entailed the teaching of the didactic unit “Let’s visit the animals!”, which focused on
vocabulary related to zoo and farm animals, prepositions of place, and the use of
adjectives. Furthermore, the above-mentioned practice aimed at developing the
students’ oral production, so learners could go beyond one-word utterances and start
expressing themselves by using complete sentences.
Bearing this in mind, the aforementioned didactic unit was taught by making
use of several methodologies, which are deemed appropriate for young learners and
promote oral production, fluency and communication, namely the Audiolingual
Method, Communicative Language Teaching, and Task-Based Instruction. To carry
these out, the oral activities performed were based on guessing games, role plays,
oral presentations, a story, songs, and videos, all designed for learners to practice
speaking by building full sentences.
To measure the impact the methodologies and strategies adopted had on the
students, several tools were used to assess them, namely direct observation,
observation grids, homework assignments, a formative test and self-assessment.
According to the results obtained from the assessment instruments, it seems
that although speaking presents a challenge to young learners, with tasks and
activities that are motivating, model the full sentence and provide participants with a
lot of support for understanding and production (e.g. by making use of written text,
realia, visual aids and a supportive teacher), they are able to go beyond one-word
utterances and build complete sentences.
O presente relatório descreve a prática de ensino supervisionada (PES) realizada no âmbito do Mestrado em Ensino de Inglês no 1.º Ciclo do Ensino Básico (2017-2019), ministrado pela Universidade de Lisboa. A referida prática teve lugar no ano letivo de 2017-2018, entre o dia 9 de abril de 2018 e o dia 10 de maio de 2018, no Centro de Educação e Desenvolvimento Nossa Senhora da Conceição da Casa Pia de Lisboa, na disciplina curricular de inglês de uma turma do 4.º ano do 1.º ciclo do Ensino Básico, e consistiu na lecionação da unidade didática Let’s visit the animals!, ao longo de dez aulas, de 45 minutos cada uma. Esta unidade didática incidiu sobre vocabulário relacionado com animais que vivem no jardim zoológico e animais da quinta, onomatopeias de animais selvagens/que vivem no jardim zoológico e animais da quinta, produtos derivados de animais da quinta, preposições de lugar, a utilização de adjetivos com nomes no singular e nomes no plural, a descrição da aparência física dos animais e a identificação e descrição do animal favorito dos alunos. A PES foi precedida de um período de observação da turma, levado a cabo desde o dia 4 de outubro de 2017 ao dia 27 de março de 2018, durante o qual se verificou que, quando os alunos falavam em inglês, a sua produção oral era, maioritariamente, composta por elocuções de uma só palavra, não se registando a enunciação de frases completas. Uma vez que o Programa de Generalização do Ensino de Inglês no 1.º Ciclo do Ensino Básico (Bento et al., 2005) recomenda que se trabalhe a oralidade com frequência e que, de acordo com o professor cooperante, os pais dos alunos esperavam que os seus filhos saíssem da aula de inglês a falar a língua inglesa, a componente investigativa da PES debruçou-se sobre o desenvolvimento da produção oral, com o objetivo de incentivar os alunos a começarem a exprimir-se por meio de frases completas. Para se alcançar este fim, os tópicos da unidade didática acima indicados foram lecionados através de metodologias de ensino de língua estrangeira, adequadas a crianças, que promovem a produção oral, a fluência e a comunicação, a saber: Audiolingual Method, Communicative Language Teaching (Richards & Rodgers, 2001) e Task-Based Instruction (Larsen-Freeman, 2000). No sentido de implementar as referidas metodologias, as tarefas propostas e as atividades desenvolvidas tiveram por base jogos de adivinhas, pequenas dramatizações, apresentações orais, uma história, canções e vídeos, todos eles concebidos de modo que os alunos pudessem praticar a oralidade, construindo frases completas. Com o intuito de se medir o impacto que as metodologias e as estratégias adotadas tiveram nos alunos, foram utilizados diversos instrumentos de avaliação, nomeadamente, a observação direta, grelhas de observação, trabalhos de casa, um teste formativo e a autoavaliação. O presente relatório está estruturado em quatro capítulos. No primeiro capítulo, dá-se a conhecer o contexto escolar no qual a PES foi levada a cabo, procedendo-se a uma descrição detalhada da localização, população, equipa socioeducativa, instalações e objetivos do Centro de Educação e Desenvolvimento Nossa Senhora da Conceição da Casa Pia de Lisboa. Além disso, efetua-se uma caracterização da turma visada (tanto em termos gerais como ao nível da disciplina curricular de inglês), a qual, tendo por base a observação realizada, permitiu identificar a questão didática a investigar. No segundo capítulo, aborda-se o enquadramento teórico da referida questão didática, analisando-se como se processa o desenvolvimento da oralidade em crianças aprendentes de língua estrangeira, enumerando-se os benefícios que advêm da produção de enunciados mais longos e propondo-se atividades e tarefas que contribuem para o desenvolvimento da produção oral em crianças aprendentes de língua estrangeira. No terceiro capítulo, apresenta-se a unidade didática lecionada, dando-se a conhecer os tópicos abordados bem como o seu enquadramento curricular, explicitando-se as estratégias e as metodologias colocadas em prática e explicando-se, minuciosamente, as tarefas e as atividades orais desenvolvidas. Este capítulo inclui ainda as descrições detalhadas das dez aulas lecionadas, as quais permitem ao leitor uma maior compreensão da forma como a questão didática foi sendo trabalhada ao longo da unidade didática. No quarto e último capítulo, analisam-se os dados que foram recolhidos, ao longo das aulas, através dos instrumentos de avaliação anteriormente referenciados, e elabora-se uma reflexão sobre a intervenção letiva efetuada, especificando-se as dificuldades experimentadas pela mestranda e as aprendizagens realizadas, que a mesma levará consigo para a sua futura carreira como professora de inglês no 1.º ciclo do Ensino Básico. Segundo vários autores, designadamente, Cameron (2001), Linse (2005) e Nunan (2011), para se fomentar o desenvolvimento da oralidade em crianças aprendentes de língua estrangeira, o processo de ensino-aprendizagem deve ter em consideração o desenvolvimento social e cognitivo do sujeito, respeitar o que o mesmo consegue fazer na sua primeira língua, fazer com que o significado dos termos e expressões em língua estrangeira seja acessível ao sujeito, ter em conta o conhecimento prévio do sujeito e o que este já vivenciou, expor o sujeito a grandes quantidades de língua estrangeira falada e proporcionar oportunidades para que o sujeito participe no discurso oral e desenvolva conhecimentos e competências que possibilitem essa participação. No entanto, para que a criança consiga, realmente, participar no discurso falado, as tarefas e as atividades orais a realizar devem fornecer diversos tipos de apoio (Cameron, 2001; Linse, 2005; Phillips, 1993; Scrivener, 2011; Ur, 1996, 2015). Por exemplo, a utilização de imagens e fotografias pode servir de apoio à compreensão. Textos adequados ao nível de literacia do sujeito, e colocados à frente deste para lhe lembrar o que tem de dizer, podem contribuir para a compreensão e a produção. Assuntos que estejam relacionados com os interesses pessoais do sujeito e lhe permitam partilhar as suas ideias e experiências podem motivar o sujeito a falar. Tarefas nas quais os participantes contribuam para um fim comunicativo ou um produto final também podem servir de motivação para que o sujeito fale. A própria estrutura da atividade pode, igualmente, apoiar o sujeito na produção. Oportunidades para que o sujeito possa praticar, repetidamente, as estruturas-alvo a interiorizar concorrem para que este aumente a sua confiança relativamente à utilização das mesmas. E o professor, demonstrando interesse na conversa e, por exemplo, fazendo perguntas que permitam que o sujeito continue a falar pode, similarmente, apoiar a produção. As dez aulas lecionadas incorporaram todos os aspetos acima mencionados, tanto no que toca ao processo de ensino-aprendizagem, como no que respeita ao apoio fornecido aquando da realização das tarefas e atividades orais. De acordo com os dados obtidos através dos já citados instrumentos de avaliação, no decorrer da unidade didática, a produção oral dos alunos melhorou gradualmente, tendo estes, quando tal lhes foi solicitado e mediante o apoio necessário, começado a enunciar frases completas, de uma forma cada vez mais inteligível e independente. Para além disso, verificou-se que alguns alunos começaram a produzir frases completas de uma maneira espontânea (sem que tal lhes fosse pedido) e independente, a fim de exprimirem as suas ideias ou participarem em pequenas interações que lhes eram familiares. Assim, concluiu-se que, embora seja difícil para a criança expressar-se oralmente numa língua estrangeira, com tarefas e atividades orais que sejam motivantes, promovam a utilização da frase completa e forneçam aos participantes um enorme apoio ao nível da compreensão e da produção (através, por exemplo, do uso de textos escritos, realia, auxílios visuais e um professor que ajude o aluno), a criança é capaz de ir além dos enunciados de uma só palavra e começar a produzir frases completas.
O presente relatório descreve a prática de ensino supervisionada (PES) realizada no âmbito do Mestrado em Ensino de Inglês no 1.º Ciclo do Ensino Básico (2017-2019), ministrado pela Universidade de Lisboa. A referida prática teve lugar no ano letivo de 2017-2018, entre o dia 9 de abril de 2018 e o dia 10 de maio de 2018, no Centro de Educação e Desenvolvimento Nossa Senhora da Conceição da Casa Pia de Lisboa, na disciplina curricular de inglês de uma turma do 4.º ano do 1.º ciclo do Ensino Básico, e consistiu na lecionação da unidade didática Let’s visit the animals!, ao longo de dez aulas, de 45 minutos cada uma. Esta unidade didática incidiu sobre vocabulário relacionado com animais que vivem no jardim zoológico e animais da quinta, onomatopeias de animais selvagens/que vivem no jardim zoológico e animais da quinta, produtos derivados de animais da quinta, preposições de lugar, a utilização de adjetivos com nomes no singular e nomes no plural, a descrição da aparência física dos animais e a identificação e descrição do animal favorito dos alunos. A PES foi precedida de um período de observação da turma, levado a cabo desde o dia 4 de outubro de 2017 ao dia 27 de março de 2018, durante o qual se verificou que, quando os alunos falavam em inglês, a sua produção oral era, maioritariamente, composta por elocuções de uma só palavra, não se registando a enunciação de frases completas. Uma vez que o Programa de Generalização do Ensino de Inglês no 1.º Ciclo do Ensino Básico (Bento et al., 2005) recomenda que se trabalhe a oralidade com frequência e que, de acordo com o professor cooperante, os pais dos alunos esperavam que os seus filhos saíssem da aula de inglês a falar a língua inglesa, a componente investigativa da PES debruçou-se sobre o desenvolvimento da produção oral, com o objetivo de incentivar os alunos a começarem a exprimir-se por meio de frases completas. Para se alcançar este fim, os tópicos da unidade didática acima indicados foram lecionados através de metodologias de ensino de língua estrangeira, adequadas a crianças, que promovem a produção oral, a fluência e a comunicação, a saber: Audiolingual Method, Communicative Language Teaching (Richards & Rodgers, 2001) e Task-Based Instruction (Larsen-Freeman, 2000). No sentido de implementar as referidas metodologias, as tarefas propostas e as atividades desenvolvidas tiveram por base jogos de adivinhas, pequenas dramatizações, apresentações orais, uma história, canções e vídeos, todos eles concebidos de modo que os alunos pudessem praticar a oralidade, construindo frases completas. Com o intuito de se medir o impacto que as metodologias e as estratégias adotadas tiveram nos alunos, foram utilizados diversos instrumentos de avaliação, nomeadamente, a observação direta, grelhas de observação, trabalhos de casa, um teste formativo e a autoavaliação. O presente relatório está estruturado em quatro capítulos. No primeiro capítulo, dá-se a conhecer o contexto escolar no qual a PES foi levada a cabo, procedendo-se a uma descrição detalhada da localização, população, equipa socioeducativa, instalações e objetivos do Centro de Educação e Desenvolvimento Nossa Senhora da Conceição da Casa Pia de Lisboa. Além disso, efetua-se uma caracterização da turma visada (tanto em termos gerais como ao nível da disciplina curricular de inglês), a qual, tendo por base a observação realizada, permitiu identificar a questão didática a investigar. No segundo capítulo, aborda-se o enquadramento teórico da referida questão didática, analisando-se como se processa o desenvolvimento da oralidade em crianças aprendentes de língua estrangeira, enumerando-se os benefícios que advêm da produção de enunciados mais longos e propondo-se atividades e tarefas que contribuem para o desenvolvimento da produção oral em crianças aprendentes de língua estrangeira. No terceiro capítulo, apresenta-se a unidade didática lecionada, dando-se a conhecer os tópicos abordados bem como o seu enquadramento curricular, explicitando-se as estratégias e as metodologias colocadas em prática e explicando-se, minuciosamente, as tarefas e as atividades orais desenvolvidas. Este capítulo inclui ainda as descrições detalhadas das dez aulas lecionadas, as quais permitem ao leitor uma maior compreensão da forma como a questão didática foi sendo trabalhada ao longo da unidade didática. No quarto e último capítulo, analisam-se os dados que foram recolhidos, ao longo das aulas, através dos instrumentos de avaliação anteriormente referenciados, e elabora-se uma reflexão sobre a intervenção letiva efetuada, especificando-se as dificuldades experimentadas pela mestranda e as aprendizagens realizadas, que a mesma levará consigo para a sua futura carreira como professora de inglês no 1.º ciclo do Ensino Básico. Segundo vários autores, designadamente, Cameron (2001), Linse (2005) e Nunan (2011), para se fomentar o desenvolvimento da oralidade em crianças aprendentes de língua estrangeira, o processo de ensino-aprendizagem deve ter em consideração o desenvolvimento social e cognitivo do sujeito, respeitar o que o mesmo consegue fazer na sua primeira língua, fazer com que o significado dos termos e expressões em língua estrangeira seja acessível ao sujeito, ter em conta o conhecimento prévio do sujeito e o que este já vivenciou, expor o sujeito a grandes quantidades de língua estrangeira falada e proporcionar oportunidades para que o sujeito participe no discurso oral e desenvolva conhecimentos e competências que possibilitem essa participação. No entanto, para que a criança consiga, realmente, participar no discurso falado, as tarefas e as atividades orais a realizar devem fornecer diversos tipos de apoio (Cameron, 2001; Linse, 2005; Phillips, 1993; Scrivener, 2011; Ur, 1996, 2015). Por exemplo, a utilização de imagens e fotografias pode servir de apoio à compreensão. Textos adequados ao nível de literacia do sujeito, e colocados à frente deste para lhe lembrar o que tem de dizer, podem contribuir para a compreensão e a produção. Assuntos que estejam relacionados com os interesses pessoais do sujeito e lhe permitam partilhar as suas ideias e experiências podem motivar o sujeito a falar. Tarefas nas quais os participantes contribuam para um fim comunicativo ou um produto final também podem servir de motivação para que o sujeito fale. A própria estrutura da atividade pode, igualmente, apoiar o sujeito na produção. Oportunidades para que o sujeito possa praticar, repetidamente, as estruturas-alvo a interiorizar concorrem para que este aumente a sua confiança relativamente à utilização das mesmas. E o professor, demonstrando interesse na conversa e, por exemplo, fazendo perguntas que permitam que o sujeito continue a falar pode, similarmente, apoiar a produção. As dez aulas lecionadas incorporaram todos os aspetos acima mencionados, tanto no que toca ao processo de ensino-aprendizagem, como no que respeita ao apoio fornecido aquando da realização das tarefas e atividades orais. De acordo com os dados obtidos através dos já citados instrumentos de avaliação, no decorrer da unidade didática, a produção oral dos alunos melhorou gradualmente, tendo estes, quando tal lhes foi solicitado e mediante o apoio necessário, começado a enunciar frases completas, de uma forma cada vez mais inteligível e independente. Para além disso, verificou-se que alguns alunos começaram a produzir frases completas de uma maneira espontânea (sem que tal lhes fosse pedido) e independente, a fim de exprimirem as suas ideias ou participarem em pequenas interações que lhes eram familiares. Assim, concluiu-se que, embora seja difícil para a criança expressar-se oralmente numa língua estrangeira, com tarefas e atividades orais que sejam motivantes, promovam a utilização da frase completa e forneçam aos participantes um enorme apoio ao nível da compreensão e da produção (através, por exemplo, do uso de textos escritos, realia, auxílios visuais e um professor que ajude o aluno), a criança é capaz de ir além dos enunciados de uma só palavra e começar a produzir frases completas.
Descrição
Relatório da Prática de Ensino Supervisionada, Mestrado em Ensino de Inglês no 1º Ciclo do Ensino Básico, Universidade de Lisboa, Instituto de Educação, 2019
Palavras-chave
Ensino básico (1º ciclo) Língua inglesa - Estudo e ensino Oralidade Crianças - Aprendizagem Relatórios da Prática de Ensino Supervisionada - 2019
