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Formação e identidade profissional dos enfermeiros de saúde comunitária : um estudo de caso

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Resumo(s)

A problemática da pertinência na formação de enfermeiros, a desescolarização do sistema formativo e a necessidade de afirmar na prática as competências adquiridas - o que parece apontar para a construção de projectos de formação mais informados nas realidades locais e para a maior simbiose entre teoria e prática - vem sendo alvo duma reflexão crescente por instituições, entidades e profissionais e objecto de múltiplas recomendações. O Comité Consultivo da Comunidade Europeia para a formação no domínio dos Cuidados de Enfermagem (1990) chama a atenção para se reduzir o desajuste entre teoria e prática na formação dos Enfermeiros responsáveis por Cuidados Gerais. Igualmente, os Fora de Enfermagem, realizados em Portugal em 1988 permitiram uma reflexão sobre as metas da Saúde Para Todos no ano 2000 e das suas implicações em matéria de formação de enfermeiros. Realçaram que: • Não há integração do ensino de enfermagem no Sistema Educativo Nacional; • A formação contínua dos enfermeiros é insuficiente; • Os programas e métodos usados nos cursos de enfermagem não preparam os alunos para futuramente desenvolverem um papel inerente à consecução das "Metas de saúde para todos no ano 2000". • O exercício e o ensino de enfermagem estão dissociados. • A Investigação em Enfermagem é incipiente. Este diagnóstico reflecte de modo claro a preocupação dos profissionais quanto à articulação da formação com a prática profissional, tendo nomeadamente em conta a necessidade de se proceder à reorientação desta prática, de acordo com as recomendações que vieram a ser emanadas pela Conferência Europeia de Enfermagem. O Comité d'Experts de l'OMS, por sua vez, no documento "Les besoins en personels en vue de l'instauration de la santé pour tous d'ici l'an 2000 sur la base des soins de santé primaires" (1983), exprime preocupação pelo facto das instituições formadoras em ciências da saúde não acompanharem com o suficiente dinamismo o ritmo das transformações neste domínio. Nomeiam-se modificações epidemiológicas, no quadro da morbilidade; o aparecimento de novas áreas de intervenção, tais como a pediatria comunitária e cuidados a idosos; as consequências da evolução demográfica e do conceito de equidade na utilização e desenvolvimento dos sistemas de saúde; a necessidade de compreender as expectativas da colectividade e a importância da educação para a saúde e intervenção na comunidade. Neste contexto, a formação dos profissionais de saúde tende a ter como finalidade última a melhoria dos sistemas de saúde e, através deles, do estado de saúde das populações, considerando esta como factor basilar da qualidade de vida. (...)

Descrição

Tese apresentada para a obtenção de Grau de Mestre em Ciências da Educação, Pedagogia da Saúde, 1993

Palavras-chave

Teses de mestrado - 1993 Processos e estruturas educativas Formação de enfermeiros Identidade Saúde pública

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