Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Estudos observacionais demonstram que cerca de 30% dos diferentes tipos de cancro têm na sua origem uma componente dietética. Os cancros da mama, próstata e colo-retal são os que mais se relacionam com os hábitos alimentares. As alterações alimentares, verificadas desde o Paleolítico até às sociedades atuais, fornecem importantes informações sobre a etiologia da doença oncológica, bem como os dados epidemiológicos entre as diferentes regiões do mundo. Em Portugal verifica-se uma elevada incidência dos cancros do sistema digestivo na Região Norte do país, por sua vez consumidora frequente de carne e derivados, bem como de gorduras e óleos. Os principais mecanismos de carcinogénese dos alimentos parecem estar relacionados com o aumento da insulina, do fator de crescimento semelhante à insulina do tipo 1 e/ou o complexo alvo da rampamicina em mamíferos. Os mecanismos de carcinogénese referentes ao consumo de sal e bebidas alcoólicas estão já bem descritos na literatura. A confeção dos alimentos pode também levar à formação de compostos carcinogénicos. Conclusões definitivas estão limitadas uma vez que o cancro é uma doença multifatorial e a alimentação é feita através de inúmeros alimentos e nutrientes. A aplicabilidade destes conceitos à prática não é ainda consensual.
Descrição
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2015
Palavras-chave
Alimentação Cancro Carcinogénese Fator de crescimento semelhante à insulina do tipo Insulina Mestrado Integrado - 2015
