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Publicação

Caracterização geoquímica, radiométrica e mineralógica de algumas mineralizações de urânio da região de Niza

dc.contributor.advisorGonçalves, Mário Abel Carreira, 1965-
dc.contributor.advisorBatista, Maria João de Almeida Farinha
dc.contributor.authorPrazeres, Cátia Marques
dc.date.accessioned2013-02-26T11:34:24Z
dc.date.available2013-02-26T11:34:24Z
dc.date.issued2011
dc.descriptionTese de mestrado em Geologia Económica (Prospecção Mineral), apresentada à Universidade de Lisboa, através da Faculdade de Ciências, 2011por
dc.description.abstractNa região do Alto Alentejo, foram identificadas várias mineralizações de urânio durante a prospecção sistemática que teve início já antes dos anos 50. Nesta região nenhuma ocorrência foi alvo de exploração, tendo havido todavia, um desmonte experimental no jazigo de Nisa e de terem sido empregues esforços na caracterização da viabilidade económica de cada ocorrência. No presente trabalho foram estudadas em pormenor três ocorrências uraníferas nesta zona: o jazigo disseminado de Nisa, em contexto metassedimentar, encaixado em xistos mosqueados do Grupo das Beiras, junto ao contacto com o granito do Maciço de Nisa; Tarabau, do tipo filoniano, encaixado no granito, também próximo do contacto; e Melriça, outra ocorrência do tipo filoniano, na proximidade de uma fácies pegmatítica do granito, a Norte de Castelo de Vide. As técnicas radiométricas comprovaram-se fiáveis, por comparação com os mapeamentos que estiveram na origem da descoberta destas ocorrências. Os levantamentos radiométricos no campo com recurso a espectrómetro multi-canal mostram o carácter mais imóvel do tório, restringido às zonas de mineralização, enquanto o U e K apresentam halos de dispersão em redor das mesmas. A mineralização uranífera à superfície é constituída somente por fosfatos de U, com preponderância para a torbernite. Em Nisa, foi identificada saleíte, com ocorrência da mineralização nos planos de xistosidade, em filonetes de quartzo e em domínios de alteração, segundo uma direcção geral N60-80ºW. Na ocorrência do Tarabau, foi identificada meta-torbernite com meta-uranocircite associada, especialmente nas zonas de esmagamento adjacentes aos filões. Esta associação resulta de processos de substituição e precipitação tardia com troca do catião na camada hidratada levando à transformação da meta-torbernite em meta-uranocircite. Os óxidos/hidróxidos de ferro surgem associados aos fosfatos de U em alguns domínios, evidenciando relações texturais resultantes da substituição dos fosfatos com a presença de quantidades residuais de P e U na sua composição.por
dc.description.abstractSeveral uranium mineralizations were identified in the Alto Alentejo region during the exploration works that started before 1950. None of the identified occurrences has been exploited to this day. However, an experimental open pit in the Nisa deposit was developed as well as some efforts to characterize the economic feasibility of the occurrences. In this work, three occurrences were studied: the Nisa disseminated deposit hosted by metasediments, constituted by cordierite schists of the Beiras Group nearby the contact with the Nisa Granitic Massif; Tarabau, hosted by quartz veins, nearby the granite border a crossing its contact; and Melriça, hosted by quartz veins, in the vicinity of a pegmatitic phase of the granite north of Castelo de Vide. The radiometric techniques proved to be reliable, when compared to the maps produced in the exploration of these occurrences. The radiometric surveys on the field used a multichannel spectrometer and showed the immobile character of thorium, which is restricted to the mineralized areas, while both U and K are spread forming halos around the same areas. The U mineralization is exclusively formed by uranyl phosphates. Saleeite was identified in Nisa where the mineralization occurs along the schistosity planes, quartz veinlets and alteration zones, along a general trend N60-80ºW. Meta-torbernite and associated meta-uranocircite were identified in the Tarabau and Melriça occurrences along the brecciated domains of the veins. This association results from cation exchange within the hydrated layer, driving the transformation of meta-torbernite to meta-uranocircite. Iron oxides/hidroxides also occur associated with uranyl phosphates in some domains, with textural relationships resulting from the uranyl phosphate substitution and hosting residual amounts of P and U in its composition.por
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10451/7861
dc.language.isoporpor
dc.subjectUrâniopor
dc.subjectNisapor
dc.subjectTarabaupor
dc.subjectMelriçapor
dc.subjectRadiometriapor
dc.subjectFosfatos de uranilopor
dc.subjectTeses de mestrado - 2011por
dc.titleCaracterização geoquímica, radiométrica e mineralógica de algumas mineralizações de urânio da região de Nizapor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsopenAccesspor
rcaap.typemasterThesispor

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