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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
O interesse pela compreensão e descrição do processo de
escrita aumentou dramaticamente na década de 70 (Humes, 1983; Lynch
& Jones, 1989; Pintrich, Cross, Kozma & McKeachie, 1986;
Scardamalia & Bereiter, 1986) tendo uma parte integrante do estudo
deste processo explorado, não só a forma como os estudantes se
envolvem nas actividades de escrita, mas também o que sabem e
pensam acerca desta actividade (Raphael, Englert & Kirschner,
1989) .
O pensamento e a aprendizagem podem ser situados num contexto
de crenças e compreensão acerca da cognição e algumas propriedades
fundamentais desse mesmo pensamento e aprendizagem podem ser
determinados por estes contextos (Greeno, 1989), cuja compreensão
contribui para uma maior preparação de professores e psicólogos no
sentido de motivar os estudantes e encorajar o seu desenvolvimento
em direcções apropriadas (Paris & Winograd, 1990).
Os indivíduos desenvolvem crenças acerca da escrita, tal como o fazem relativamente a muitas outras actividades cognitivas e
sociais, construindo teorias a partir das suas experiências
culturais e educacionais que por sua vez vão influenciar a forma
como abordam, aprendem e desenvolvem esta actividade.
Os dados oriundos desta forma de explorar e contribuir para o
entendimento da escrita, pretendem complementar informação às
predições baseadas no desempenho. Não são apenas os comportamentos
desenvolvidos na situação, mas também o que os sujeitos dizem saber
e pensar acerca dela, que nos fornecem uma base útil para a
compreensão e predição do comportamento, na medida em que as
crenças podem agir como profecias auto-realizáveis (Meichenbaum,
Burland, Gruson & Cameron, 1985), contribuindo para a forma como se
aborda e entende o processo de resolução dessa tarefa.
Da mesma forma que para muitas outras actividades cognitivas,
a escrita é passível de instrução. Qualquer intervenção de
natureza educacional deverá tomar em consideração a compreensão e
convicções pessoais do sujeito acerca da actividade, de forma a
promover uma utilização e manutenção auto-controlada dos
conhecimentos e das estratégias a veicular. Neste sentido, o desenvolvimento do conhecimento do aprendiz,
considerado necessário para a utilização deliberada e
subsequentemente automática das suas competências, tem vindo a ganhar expressão junto de todos os que se interessam pela promoção
de uma maior eficácia e gratificação no envolvimento das
actividades académicas, de que a escrita é parte integrante. (...)
Descrição
Tese de Mestrado em Ciências da Educação (Psicologia da Educação) apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 1992
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1992 Sistemas de comunicação Linguagem escrita Expressão escrita Crenças
