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A hepatite C é uma doença hepática infeciosa com elevado impacto na saúde pública mundial, afetando cerca de 185 milhões de pessoas e, em Portugal, 1 a 1,5% da população. Esta doença é causada por um vírus ARN de cadeia simples pertencente à família Flaviviridae cuja infeção, transmitida essencialmente por via parentérica, pode evoluir para uma situação de cronicidade que pode culminar em cirrose e carcinoma hepatocelular, principais responsáveis pela mortalidade associada ao VHC. Até ao presente ano, o tratamento da hepatite C consistia numa associação de Peginterferão, Ribavirina e um antiviral de ação direta (Telaprevir ou Boceprevir), cujo grau de ineficácia justificava o desenvolvimento de novos fármacos. Desta forma, com a descoberta do genoma e ciclo replicativo do VHC foram identificados novos alvos no combate à infeção, culminando com o surgimento de novos fármacos antivirais no mercado, tais como o Sofosbuvir e o Ledipasvir com uma taxa de cura de 100% em apenas 12 semanas. Assim, verifica-se neste momento uma alteração do paradigma no tratamento da hepatite C, evoluindo para a cura e possível erradicação da doença. Devido a estas mudanças recentes torna-se essencial fazer uma revisão das terapêuticas de referência ao longo do tempo até à atualidade, bem como enumerar as suas vantagens e desvantagens, sendo estes os objetivos do trabalho, com uma breve referência à dimensão económica, política e social da doença e à aposta da indústria mundial no desenvolvimento de fármacos inovadores.
Descrição
Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2015
Palavras-chave
Diagnóstico Epidemiologia Hepatite C Inovação Mestrado Integrado - 2015 Transmissão Tratamento
