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Projeto de investigação
Q fever - from diagnosis to eco-epidemiological investigation of Coxiella burnetii in the context of human infection
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Pesquisa de Coxiella burnetii em ixodídeos capturados em parques urbanos de Lisboa
Publication . Veloso, Ana Raquel Chilovo Morgado; Santos, Ana Sofia Pereira dos; Fonseca, Isabel Maria Soares Pereira da
Estudos epidemiológicos e a investigação sobre surtos ocorridos nos últimos anos em vários países Europeus indicam que a Febre Q, cujo agente etiológico é Coxiella burnetii, deve ser considerada uma zoonose emergente, sendo os ruminantes domésticos considerados a fonte de infeção por excelência. Contudo, a ocorrência de casos humanos em ambiente urbano, sem um vínculo de exposição a ruminantes domésticos exalta a existência de vias alternativas de contágio. O contacto com ambientes naturais, tais como parques e outras áreas recreativas, tem vindo a ser descrito noutros países como uma forma de exposição a ixodídeos e agentes infeciosos a estes associados, inclusive C. burnetii.
Neste trabalho pretendeu investigar-se o potencial papel dos ixodídeos na transmissão de C. burnetii em contexto urbano, rastreando três parques urbanos lisboetas, regularmente utilizados pela população em geral e seus animais de companhia: Parque Florestal de Monsanto (PFM), Jardim Vasco da Gama (JVG) e Jardim do Campo Grande (JCG) ao longo de um ano. Esta foi a primeira vez que um estudo deste género foi realizado em Lisboa. Apenas no PFM foram capturados ixodídeos na vegetação através da técnica de flagging, perfazendo um total de 138 exemplares pertencentes a oito das 21 espécies descritas no país. A presença de ADN de C. burnetii foi detetada em 4,35% (6/138) dos ixodídeos analisados por nested PCR. As infeções envolveram quatro espécies, Dermacentor marginatus (n=1), Ixodes ricinus (n=1), Ixodes ventalloi (n=3) e Rhipicephalus pusillus (n=1), tendo sido identificadas em diferentes alturas do ano. Na revisão da literatura, verificou-se que estas espécies de ixodídeos já haviam sido associadas a C. burnetii, com a exceção de I. ventalloi, o que parece tratar-se de um dado novo.
Este trabalho confirma portanto a existência de focos ativo do agente nesta área de Lisboa reforçando a importância da vigilância epidemiológica de agentes transmitidos por ixodídeos e da implementação de medidas de prevenção para a exposição a estes artrópodes.
Unidades organizacionais
Descrição
Palavras-chave
Contribuidores
Financiadores
Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
3599-PPCDT
Número da atribuição
PTDC/SAU-SAP/115266/2009
