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Projeto de investigação

alterado para: “Galeria de Retratos: Figuras da Especialidade em Manoel de Oliveira e João Pedro Rodrigues” The figure in the screen: effigies, ghosts and classical film

Autores

Publicações

Narração e Storytelling em Mysterious Object at Noon, de Apichatpong Weerasethakul
Publication . Bértolo, José
Este texto propõe uma leitura de Mysterious Object at Noon(Apichatpong Weerasethakul, 2000), considerando questões de narração suscitadas pelo lugar central que o ato de storytellingocupa no filme. Equacionam-se problemas tais como a ausência de texto prévio (argumento) e a atribuição de ordem ao filme pela narração oral, in loco,como se este se escrevesse à medida que vai sendo contado. Atentar-se-á em como, estruturando-se deste modo, o filme reflete sobre a especificidade do cinema enquanto máquina narrativa.
O actor real: perigos da representação em A Double Life, de George Cukor
Publication . Bértolo, José
Este artigo propõe uma leitura de A Double Life (1947), de George Cukor, que consiste na análise detalhada dos seus primeiros nove minutos. Inspirada na tradição de explication de texte representada por, entre outros, Marie-Claire Ropars-Wuilleumier, a hipótese crítica subjacente a este estudo é a de que é possível conhecer os motivos narrativos, figurais e teóricos essenciais do filme em apreço a partir de um olhar atento sobre as suas sequências iniciais, que desvele múltiplos sentidos a partir da identificação e da caracterização de aspectos primordiais relacionados com a figuração, a montagem e a mise en scène.
Irrealizar o real: Herbert Ponting na poesia de Jean Cocteau
Publication . Bértolo, José
Em “Tentative d’évasion”, um poema incluído em Le Cap de Bonne-Espérance (1919), Jean Cocteau reserva alguns versos à expedição liderada por Robert Falcon Scott à Antártida (1910-13), durante a qual o explorador inglês pereceu sem cumprir o objectivo de se tornar o primeiro homem a pisar o Pólo Sul. A expedição, registada pelo fotógrafo Herbert Ponting, foi transposta para filme, e é sobre este que Cocteau escreve. No poema, Cocteau transfigura a natureza documental das imagens de Ponting, convertendo-as num “film surnaturel” no qual “Scott et ses amis / retournent mourir / jadis / chaque soir”. Aspectos importantes da sua teoria de cinema estão já aqui esboçados, mais de dez anos antes da realização de Le sang d’un poète (1932), nomeadamente: a arte de ‘irrealizar’ o real, o cinema enquanto forma de dar a ver o invisível, o trabalho da morte sobre os corpos e na arte.
Inteligibilidade e legibilidade em «Lettre d’un fou» e «Le Horla» de Guy de Maupassant
Publication . Bértolo, José
Entre 1885 e 1887, Guy de Maupassant escreveu três contos – «Lettre d’un fou», «Le Horla» (1.ª versão) e «Le Horla» (2.ª versão) – centrados numa criatura invisível que os narradores pressentem mas não conseguem identificar com precisão, e que os atormenta e conduz à loucura ou à morte. O recurso a esta figura paradigmática da ausência – um ser ontologicamente indefinido, entre presença (apreensível através de indícios) e ausência (em última instância intangível), que no terceiro conto é baptizado com o neologismo de «Horla» – está na base de um pensamento duplo levado a cabo por Maupassant sobre a posição epistemológica do homem no mundo e sobre a literatura enquanto construção textual.

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Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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Número da atribuição

PD/BD/113726/2015

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