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Projeto de investigação

ESTADO, PROPRIEDADE E POPULAÇÃO: A IDEOLOGIA, AS POLÍTICAS E AS PRÁTICAS DE COLONIZAÇÃO INTERNA NO PORTUGAL CONTEMPORÂNEO

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Publicações

Estado, território, população: As ideias, as políticas e as técnicas de colonização interna no Estado Novo
Publication . Silva, Elisa Lopes da; Sobral, José Manuel; Ágoas, Frederico
Esta dissertação analisa a colonização interna e as colónias agrícolas durante o Estado Novo em função de três eixos: as ideias e as políticas estatais, a administração do Estado e as técnicas colonizadoras. Ao longo de dez capítulos, investiga-se de que modo a colonização interna contribuiu para os processos de institucionalização dos poderes do Estado moderno. Concebida enquanto ideia, política e técnica de reorganização da ocupação e posse de terra e de engenharia social, conclui-se que a colonização interna foi uma proposta de articulação específica entre território e população promovida pelo Estado moderno. Com a criação da Junta de Colonizaçao Interna e da Junta Autónoma das Obras de Hidráulica Agrícola no Estado Novo, a vontade de transformação da natureza hídrica do território, essencial à modernização agrícola, associou-se a formas de reestruturação agrária. Estuda-se assim a forma como a colonização interna, após ter sido concebida pelo reformismo agrário desde finais do século XIX, ajudou a definir as áreas de intervenção e os mecanismos de poder do Estado Novo, contribuindo para a formação das políticas de nacionalismo económico dos anos trinta e de desenvolvimentismo do pós-segunda guerra mundial. Além das ideias e das políticas, esta tese percorre as modalidades e as práticas colonizadoras da administração do Estado, dos planos colonizadores para os baldios aos planos de colonização de sequeiro do Sul. Discurso nacionalista histórico sobre a nação portuguesa, a colonização interna é aqui estudada sob a óptica transnacional através da inserção das políticas, dos saberes, das técnicas e dos agentes colonizadores nas redes de produção e circulação de conhecimento das políticas dos Estados da Europa do Sul (Espanha e Itália). Na segunda parte, dedicada às técnicas colonizadoras, a tese analisa a concepção (científica) e a instalação (técnica e administrativa) de cada uma das sete colónias agrícolas construídas pelo Estado entre 1926 e 1958: Milagres, Martim Rei, Barroso, Alvão, Boalhosa, Pegões e Gafanha.

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Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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Número da atribuição

SFRH/BD/79685/2011

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