CEAUL/ULICES - Artigos em Revistas Nacionais
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- “Out of the huts of history’s shame I rise": Maya Angelou’s "Names" in the English classroomPublication . Mendes, Ana CristinaIn raising the issues of power and otherness, Maya Angelou’s short story “Names” has perceptive things to say about American society, its values, and its history. The main character of the short story has to deal with the problems that came with being black, female, and in the South individually, as well as collectively. Its provocative meaning (if we have open enough minds and hearts to let it in) serves the formative dimension of the English secondary curriculum. With the purpose of motivating students for extensive reading and to deepen their understanding of the way literature and visual art help keep cultural memories and overlooked histories alive, three lesson plans were devised around this short story. In the end, the most interesting question about students’ critical response to the work is: has the story made them think about or influenced their views on the power of the individual to survive and shape his/her future despite adversity?
- Teaching (with) British film: Sally Potter’s OrlandoPublication . Mendes, Ana CristinaFilms in the English classroom can be regarded as the ambivalent products of both art and skill since they offer a variety of angles to explore the plot, characters, and conflicts stated or merely implied. Adapted from Virginia Woolf's 1928 novel by British filmmaker Sally Potter in 1993, Orlando can be an excellent resource for both language and culture in the English classroom. Living through four centuries, two as a man, two as a woman, Orlando studies the roles of men and women in whatever historical context he falls. This lesson plan focuses on the role of women in Victorian society, and especially of women writers, but several other issues could be raised by viewing Orlando, such as its representation of the English class system.
- 'The Bone of Contention’: Prazeres-Desejos do Corpo em The Handmaid’s Tale de Margaret AtwoodPublication . Mendes, Ana CristinaAssumindo à partida que aquilo que é entendido como sexual varia entre comunidades, este artigo pretende avaliar a aplicabilidade no projecto narrativo de Atwood da noção de um poder que opera não através da proibição do desejo, mas ao nível da produção dos prazeres-desejos do corpo, bem como as consequências da desigualdade de acesso ao poder na estruturação desses prazeres-desejos. Numa base biopolítica, procurar-se-á examinar a forma como os corpos são reconceptualizados e construídos de acordo com um padrão de comportamento útil. Quando Foucault se refere a “corpos dóceis” em Surveiller et Punir, descreve um sistema que torna os corpos úteis, através do exercício, ou seja, da técnica que impõe ao corpo tarefas repetitivas e diferentes, mas sempre graduais, comum ao exército, à igreja e à universidade, três formações discursivas que estão na base da reeducação dos cidadãos de Gilead. Verificar-se-á em que medida o desejo, em particular na sua vertente não-útil, é fiscalizado pelos poderes da República e como, num contexto de heterossexualidade e procriação impostas, tudo é catalogado de acordo com categorias binárias: permitido/proibido, lícito/ilícito, reprodutivo/não reprodutivo.
- Do Literário ao Fílmico: A Adaptação na Perspectiva dos Estudos CulturaisPublication . Mendes, Ana CristinaA permanente interacção estabelecida entre a literatura e o cinema tem dado origem a numerosos estudos e a uma quantidade substancial de debates críticos. Independentemente das diversas conclusões teóricas que resultam da aproximação entre os dois media, é reconhecido que o cinema, desde cedo, se serviu de romances como fonte de inspiração, a nível diegético, e de forma continuada como suporte estrutural . Para além destes usos, os cineastas também empregaram a adaptação numa tentativa consciente de estender ao filme o prestígio do romance, condição que favorecerá, à partida, o êxito comercial da produção. A influência recíproca entre literatura e cinema constata-se, igualmente, no facto de o mediatismo do autor do romance se transferir para a adaptação cinematográfica. Com a venda de direitos sobre obras literárias ao cinema verifica-se um fenómeno semelhante: não só o filme beneficia comercialmente ao adaptar um best-seller, mas também esse romance é revalorizado com uma adaptação que poderá possibilitar sucessivas reedições . A história dos estudos sobre a adaptação foi delineada de modo mais sistemático nas obras de Brian McFarlane (Novel to Film de 1996), James Naremore (Film Adaptation de 2000) e Robert Stam (Reflexivity in Film and Literature de 2000), entre outros, pelo que será apenas sintetizada aqui. Neste estudo pretendemos elaborar uma resenha crítica daquelas que, a nosso ver, serão as principais abordagens teóricas sobre a adaptação fílmica propostas até à data. Dividimos, ainda que artificialmente, a crítica da adaptação fílmica em quatro subconjuntos, facilitadores da sua exploração: a abordagem baseada na fidelidade à fonte, a abordagem comparativista, a abordagem paradigmática e a abordagem intertextual. Propomo-nos avaliar as suas contribuições para o campo, detectando limites e problemas, e identificando a abordagem mais apropriada na perspectiva dos Estudos Culturais: a intertextual.
- Revisitar o Passado em Valha-me Deus: A Ambivalência na Representação da Alteridade ÉtnicaPublication . Mendes, Ana CristinaA presença cada vez mais frequente de representações da alteridade étnica nos media, ainda que por ora limitada, tem propiciado a criação de narrativas de resistência pelas minorias. Uma das motivações deste artigo é indagar sobre as efectivas possibilidades de fundamentar com sucesso um campo de acção política que permita uma autoformação cultural e uma mudança colectiva, numa área de representação dominada por ecrãs mediáticos penetrantes e insidiosos. Procurámos respostas para esta questão em sketches seleccionados da série cómica televisiva Valha-me Deus (Goodness Gracious Me, BBC, 1998-2001), escrita e representada por artistas de ascendência indiana residentes no Reino Unido. Enquanto se assiste a uma tendência encorajadora de criação de um espaço mais alargado nos media para as minorias, a crescente visibilidade indo-britânica nestes depende da economia política das indústrias culturais. Como tal, o enfoque deste texto reside no entendimento daquele programa humorístico enquanto texto ambivalente, integrado na indústria britânica dos media através da lógica do hibridismo cultural e do cosmopolitismo.
- "The Thing Itself": A Indústria do Património em England, England de Julian BarnesPublication . Mendes, Ana CristinaUsando como pano de fundo uma fantasia distópica situada temporalmente algures no início do terceiro milénio, a obra de Barnes partilha com muitos romances britânicos recentes, bem como com trabalhos das áreas da história cultural e da crítica literária (Easthope), a atracção pela anglicidade, ou melhor, pelos mitos, tradições e atitudes consideradas “tipicamente” inglesas. Sátira à indústria do património (Hewison) e meditação sobre as memórias histórica e pessoal, o romance England, England constitui uma reflexão sobre a convivência da nação inglesa com o passado, sobre o processo de recordação criativa e selectiva denominada invenção da tradição (Hobsbawm e Ranger), no fundo, sobre a problemática da anglicidade e da autenticidade. No âmbito deste ensaio, o enfoque recairá sobre a representação que England, England tece de uma nação que, sob a forma de parque temático histórico, transacciona único recurso economicamente viável de um Império fragmentado: o passado. Assim, entendendo cultura enquanto manifestação comum traduzível em práticas colectivas significativas (Williams 6, Said xvii), analisaremos como a cultura inglesa se reinventa através da valorização pública, sob a forma de património nacional, do passado. Qual é o sentido de património que serve de base à obra de Barnes? A resposta a esta interrogação constituirá o objecto da primeira parte deste artigo, onde pretendemos colocar questões baseadas numa matriz teórica em que se articulam anglicidade e património, bem como autenticidade e memória. Ao incorporar mitos e lendas do passado cultural inglês, o romance explora o processo de invenção da tradição que intervém em qualquer retrato da memória e da identidade nacionais. Assim, numa segunda parte do artigo, salientando a relação entre autêntico e réplica, examinaremos como são desconstruídas em England, England a noção de autenticidade histórica e, através da paródia, a tradição inventada conhecida como anglicidade.
- Noite Escura de João Canijo : A espiral trágica no submundo do Portugal contemporâneoPublication . Duarte, JoséEste texto centra-se na análise do filme Noite Escura de João Canijo como uma tragédia que não vive apenas da peça de Eurípides Ifigénia em Áulis, mas que envolve a mítica família dos Átridas, tornando-se assim numa forte concentração do mito filmado através dos olhos da sinopse trágica.
- Mira Nair at the Bazaar: Selling the Exotic Erotic in Kama SutraPublication . Mendes, Ana CristinaSince the release of the film Kama Sutra: A Tale of Love in 1996, critics have almost unanimously accused diasporic Indian filmmaker Mira Nair of marketing India for western audiences. The general tone of the heavy criticism the film has received is put forth by Roger Ebert when he bluntly states that “[n]othing in [Nair’s] previous work […] prepared [him] for this exercise in exotic eroticism.” This essay is divided between two closely related arguments. In the first half I argue that Kama Sutra capitalises on the crossover appeal of the exotic and the focus rests on the increasing visibility of the exotic within globalised cultural industries (of which a fascination with South Asian culture is part and parcel of), most often through the circulation of highly marketable commodities such as Nair’s film. In the second half of the essay I suggest that the film illuminates how contemporary postcolonial cultural discourses articulate gendered forms of social regulation and normalisation; in fact, the orientalising frame within which Kama Sutra is received is built on the stereotypical association of India with the feminised erotic tale. In sum, while addressing aspects of re-orientalist representations in Nair’s film, this essay traces the connection between the exotic and the feminised that runs through the film, in particular through well-demarcated lines of orientalised desire.
- “Uma grande sombra que sente e se não vê" : Belkiss nos trilhos da literatura dramática simbolistaPublication . Cabral, Maria de JesusPublicado em 1894, em forte sintonia com um tempo de crise e de questionamento de novos paradigmas de representação teatral (Mallarmé, Maeterlinck), o poema dramático Belkiss, Rainha de Sabá D’Axum e do Hymiar de Eugénio de Castro passou desapercebido no campo da Literatura dramática do fim-de-século XIX e não teve a atenção crítica que merece. Partindo da contextualização da obra, este artigo pretende evidenciar a forma como o projecto estético que lhe está subjacente dialoga e interage quer com textos contemporâneos enformados numa estética simbolista valorizadora do mistério (Maeterlinck e D. João da Câmara), quer com outras tentativas de incursão num teatro da alma, valorizador da palavra (Pessoa e Sá-Carneiro). A análise do tecido poético e metafísico de Belkiss levar-nos-á a descobrir aspectos da sua “inquietante estranheza” em relação à ilusão realista e ao teatro de puro divertimento que dominava os palcos novecentistas.
- Diane Arbus: The wonderful wizard of Odds or the poetics of the I (eye)Publication . Duarte, JoséDiane Arbus’ photographs are mainly about difference. Most of the time she is trying ‘[…] to suppress, or at least reduce, moral and sensory queasiness’ (Sontag 1977: 40) in order to represent a world where the subject of the photograph is not merely the ‘other’ but also the I. Her technique does not coax her subjects into natural poses. Instead she encourages them to be strange and awkward. By posing for her, the revelation of the self is identified with what is odd. This paper aims at understanding the geography of difference that, at the same time, is also of resistance, since Diane Arbus reveals what was forcefully hidden by bringing it into light in such a way that it is impossible to ignore. Her photographs display a poetic beauty that is not only of the ‘I’ but also of the ‘eye’. The world that is depicted is one in which we are all the same. She “atomizes” reality by separating each element and ‘Instead of showing identity between things which are different […] everybody is shown to look the same.’ (Sontag 1977: 47). Furthermore, this paper analyses some of Arbus’ photographs so as to explain this point of view, by trying to argue that between rejecting and reacting against what is standardized she does not forget the geography of the body which is also a geography of the self. While creating a new imagetic topos, where what is trivial becomes divine, she also presents the frailty of others as our own.
